Physalis: A fruta de alto valor agregado

0
206

Janaína Muniz

Doutoranda em Produção Vegetal pela Universidade do Estado de Santa Catarina, orientada dos professores Leo Rufato e Aike A. Kretzschmar

janainamuniz@gmail.com

 

Physalis - Crédito Janaína Muniz (16)
O fruto é considerado exótico, alcançando elevados preços de veda – Crédito Janaína Muniz

A physalis pertence à família das solanáceas, assim como o tomate. No entanto, está sendo enquadrada no grupo das pequenas frutas, como por exemplo, o morango. A physalis (Physalis peruviana L.) produz um pequeno fruto açucarado, rico em vitamina A e C, ferro e fósforo além de, alcaloides, flavonoides carotenoides e compostos bioativos considerados funcionais.

Considerando o nível de oxidação biogenética, o gênero Physalis é o mais evoluído na família Solanaceae. Esta importante posição é devido à presença de metabólitos polioxigenados, os vitaesteroides, derivados do ergostano.

Assim como o tomate, a Physalis pertence à família das solanáceas, daí a similaridade na condução de plantio - Crédito Janaína Muniz
Assim como o tomate, a Physalis pertence à família das solanáceas, daí a similaridade na condução de plantio – Crédito Janaína Muniz

O sistema enzimático nas plantas do gênero physalis possui habilidade de oxidar o átomo de carbono do núcleo esteroidal e da cadeia lateral, com exceção dos carbonos C-8, C-9 e C-11 originando ampla variedade de estruturas químicas: fisalinas, vitafisalinas, ixocarpalactonas, acnistinas, dentre as demais.

Estudos com extratos das folhas de diferentes espécies de physalis têm revelado importantes atividades biológicas, como ação antibiótica, antioxidante, anticancerígena, antiinflamatória, moluscida e repelente a insetos, graças a compostos bioativos como os witanólidos, fenóis e etanólicos.

Na medicina popular, sem comprovação científica, a physalis é conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol - Crédito Janaína Muniz
Na medicina popular, sem comprovação científica, a physalis é conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol – Crédito Janaína Muniz

Na Colômbia, é amplamente utilizada como anticarcinogênico, antibacteriano, antipirético, diurético e para o tratamento de doenças como malária, asma, hepatite, dermatite e artrite reumatoide.

No Nordeste brasileiro é utilizada em tratamentos caseiros de reumatismo crônico, problemas renais, de bexiga e do fígado, como também é sedativo, antifebril, antivomitivo e trata doenças de pele.

Nicho de mercado

Crédito Janaína Muniz
Crédito Janaína Muniz

A physalis é utilizada principalmente no mercado in natura e para fabricação de docinhos sofisticados em confeitarias. Outro mercado que está sendo considerado interessante é o de polpa (fabricação de geleias, sorvetes e iogurte).

Physalis - Crédito Janaína Muniz (2) Physalis - Crédito Janaína Muniz (20)

O fruto é considerado exótico, alcançando elevados preços de venda. Além do fruto in natura, pode-se ainda comercializar a raiz e as folhas (para o mercado farmacológico) e o cálice (envoltório do fruto), o qual possui forma de balão, muito utilizado em decorações.

No entanto, antes de se produzir physalis deve-se levar em conta o local de produção e definir o mercado (destino final) para essas frutas.

Condições propícias para a sua produção

A physalis desenvolve-se numa extensa faixa de condições agroecológicas e está classificada como uma espécie muito tolerante a diversos tipos de clima e solo. Os requerimentos edafoclimáticos (clima e solo) de cultivo são muito semelhantes aos do tomateiro.

Crédito Janaína Muniz
Crédito Janaína Muniz
Crédito Janaína Muniz
Crédito Janaína Muniz

Mas vale ressaltar que umidade, seca, frio e calor excessivos prejudicam o crescimento e desenvolvimento das plantas, assim como a qualidade final do produto (fruto), diminuindo sua produtividade.

A physalis apresenta melhor crescimento e desenvolvimento em regiões com temperaturas entre 15 a 25°C, com diferenças térmicas noite/dia de 5 a 6 ºC. As baixas temperaturas (menores que 8 °C) podem impedir que a planta cresça e se desenvolva naturalmente, sendo que ela tolera geadas leves e quando no inverno ocorrem mudanças bruscas de temperatura (abaixo de 0 °C) a planta morre.

As temperaturas elevadas (maiores que 30 °C) prejudicam a floração e a frutificação em cultivos comerciais.

 Physalis - Crédito Internet (3)

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Clique aqui e adquira já a sua!