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Produção de soja: o que esperar em termos de preços?

Com a lei da oferta e da demanda, tendência é que exportações de soja no Brasil diminuam em 2024.

Na economia brasileira, é inegável que a agricultura possui um papel crucial. Entre todas as variedades de cultivares produzidas no Brasil, o cultivo de soja se destaca como principal commoditie exportado. De fato, essa cultura possui impacto direto nos mercados internacionais, influenciando diretamente a dinâmica de preços na escala global. 

Créditos: iStock

Ao que tudo indica, a expectativa de uma redução nos preços da soja em grãos e de seus principais subprodutos no mercado internacional sugere uma queda na receita das exportações brasileiras para o ano de 2024. Isso combinado com a projeção de diminuição nos volumes de exportação de farelo e óleo.

Conforme as informações da Abiove, entidade representativa das principais indústrias de óleos vegetais no país, estima-se que o valor em sua totalidade chegará a US$ 61,123 bilhões no próximo ano. Isso representa uma redução de quase 10% em relação ao recorde estimado para 2023, que foi de US$ 67,26 bilhões. 

Embora o Brasil mantenha-se na liderança nas exportações em escala global de soja em grão, e as projeções para a receita dessa commoditie indiquem um valor de US$ 50,5 bilhões, tal movimento reflete uma redução de 5,6%, em um comparativo com esse ano. De acordo com as projeções da Abiove, o volume exportado deve permanecer estável, algo em torno de 100 milhões de toneladas. 

Todavia, existe previsão para queda no preço médio, passando de US$ 535 para US$ 505 por tonelada. Vale enfatizar, também, que no ano de 2022 tal valor foi de US$ 591. Em síntese, pode-se dizer que, em grande parte, a queda nos preços reflete uma relação equilibrada entre a oferta e a demanda global, fortemente influenciada pelo considerável crescimento em relação à colheita brasileira na safra 2022/23. 

Nesse sentido, a Abiove estima uma produção nesta temporada de 157,7 milhões de toneladas, estabelecendo, assim, um novo recorde. Isso representaria um aumento significativo de 21,9% em relação ao ciclo anterior, afetado pelo período de seca que causou impactos nas plantações, especialmente na região Sul. 

No que se refere a safra de 2023/24, a entidade projeta um volume ainda mais expressivo, alcançando 164,7 milhões de toneladas. No entanto, as exportações de farelo devem experimentar uma redução de 22 milhões para 21,5 milhões de toneladas, acompanhadas por um preço médio de US$ 500 por tonelada, representando uma queda de 1,6%. 

Em razão dessa dinâmica, o montante das exportações de farelo e soja está projetado para cair de US$ 11 bilhões para US$ 8,815 bilhões. Com o fato de a Argentina poder produzir o dobro de soja que colheu em 2022/2023, adicionado a temporada problemática ocorrida nos Estados Unidos, a tendência é que mais grãos estejam disponíveis no mercado, afetando diretamente a dinâmica de exportações. 

Como a soja é fundamental na produção de diversos derivados, como o óleo de soja e a proteína de soja, a tendência para o próximo ano é que o cenário global seja mais disputado na exportação dessa cultura, culminando na queda dos preços pelo aumento da oferta. 

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