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Recuperação do milho pós-estresse garante produtividade

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Autor: Rene Staut Neto

O crescimento e a produtividade do milho são funções do potencial genético da planta para reagir às condições ambientais sob as quais ela se encontra. Grande parte dessas funções é gerada pela natureza, mas nós podemos otimizar todo esse sistema fabril que é uma planta de milho, seja por meio de irrigação, adubação de solo e adubação foliar, visando trabalhar seu metabolismo, potencializar os seus ganhos produtivos e diminuir os riscos que ela vai passar durante o seu desenvolvimento.

Quando falamos desses riscos, temos de analisar os principais fatores que tiram a nossa produtividade durante o ciclo do milho segunda safra: percevejo barriga-verde, cigarrinha, estresse hídrico, fitotoxidez de herbicidas, enfezamento e deficiências nutricionais, todos agentes causadores que tiram o potencial produtivo da nossa lavoura. Observando esses fatores, conseguimos ver que eles nada mais são do que estressantes para o ciclo dessa cultura: fatores bióticos, que são provenientes de agentes vivos, e fatores abióticos, de meios climáticos, da natureza.

Dentre os principais estresses abióticos encontrados na natureza e suas consequências no sistema da planta estão a morte celular, a produção de EROs, o fechamento estomático, a inibição fotossintética, entre muitas outras consequências que vão diminuir o potencial produtivo. Há uma característica que chama atenção, a produção de EROs, fator comum em todo possível estresse. Na literatura, de acordo com Mota, EROs são classificadas como formas reduzidas de oxigênio que são energeticamente mais reativas que o oxigênio molecular. A planta já produz EROs em condições favoráveis e tem uma certa importância benéfica no sistema da planta, principalmente no sentido de aclimatizar a mudança de tempo. Porém, quando as EROs estão em desequilíbrio com o sistema antioxidante da planta, tem início uma cascata de problemas que tiram seu potencial produtivo.

Dentre as EROs mais comuns encontradas no sistema vegetal está o superóxido, a hidroxila, o peróxido de hidrogênio e o oxigênio singleto. O superóxido é um radical livre classificado como moderadamente reativo. Quando está nesse formato não pode atravessar as membranas biológicas, mas como um radical livre ele pode se mudar, virar outro radical, como, por exemplo, a hidroxila, assim, ele aumenta o seu potencial de causar danos no sistema imunológico. A hidroxila, que é classificada como EROs mais reativa, tem um potencial de reação com todas as moléculas biológicas do sistema da planta. Então desde DNA, RNA e proteínas, ela tem um alto poder de reação. O peróxido de hidrogênio, que é classificado como moderadamente reativo, tem a capacidade de se difundir livremente através das membranas. o oxigênio singleto, classificado como moderamente reativo. Ele é o segundo mais reativo entre eles e causa perioxidação lipídica nos cloroplastos.

Mas o que isso pode causar em uma lavoura? Auto-oxidação de lipídios, morte celular das plantas, fechamento estomático, além de uma série de problemas que vão afetar não só a produtividade, mas também a qualidade do produto final.

Metabolismo vegetal e complexo nutricional

As EROs tem um papel importante no metabolismo vegetal, principalmente na aclimatação da lavoura. Porém, os seus problemas começam quando ela está em desequilíbrio com o sistema antioxidante da planta. Esse sistema antioxidante é dividido em duas partes. A primeira é o sistema antioxidante enzimático, que tem como função a inibição ou anulação do poder dessas EROs e o sistema antioxidante não enzimático, compostos por proteínas de baixo peso molecular, aminoácidos, vitaminas e quartenário de amônia. Além disso, nutrientes que são elementos ativadores de enzimas antiestresse, como cobre, manganês, zinco e ferro.

Trabalhar a parte fisiológica da planta, portanto, é fundamental, trazendo um complexo nutricional específico, efetivo, que vai otimizar todo esse sistema antioxidante e antiestresse que a planta já tem naturalmente para combater as espécies reativas de oxigênio. E quando falamos de Espécies Reativas de Oxigênio, podem ser produzidas pela planta em diferentes lugares e momentos, desde a emergência da planta até a sua fase final de enchimento. Então, sua produção pode originar-se desde a mitocôndria, membrana plasmática, peróxissomos, apoplasto, apoplasma, endoplasma reticular, parede celular e cloroplasto. Não há um momento específico a ser produzida. Pode estar sendo produzida no sistema da planta e causando esse desequilíbrio, acarretando inúmeros problemas que vão diminuir a produtividade e qualidade final.

Suplementação nutricional traz de volta metabolismo ideal

Assim, o uso de produtos antiestresse, que auxiliam a planta a superar esses períodos, voltando a seu metabolismo ideal, se encaixa muito bem nesse contexto para otimizar esse sistema de antiestresse da planta. Desenvolvimento da parte vegetativa, recuperação de fitotoxicidade e, além de tudo, suplementação nutricional são pontos a serem explorados no metabolismo vegetal. Sendo assim, a Aminoagro conta com um produto-chave para essa finalidade, Vegetação, que tem como objetivo trabalhar a fisiologia e o metabolismo da planta, através do complexo nutricional específico, aminoácidos antiestresse e substâncias húmicas, para uma vegetação mais sadia com maior potencial produtivo, ativar o sistema imunológico da planta, aumentar a absorção e translocação de nutrientes através do efeito quelante, equilibrar o metabolismo vegetal, aumentar a síntese de proteínas, estimular a planta a produzir um sistema radicular maior e mais vigoroso, e também ativação fotossintética, aumentando a síntese de clorofila. Substâncias húmicas, que, além de terem uma função de sinalizadores hormonais, também vão ser ativadores enzimáticos e estimular a formação de raízes.

O foco do produto não é suprir uma deficiência nutricional, mas sim estimular o metabolismo da planta, trabalhar o seu sistema antiestresse de forma efetiva e rápida. Sendo assim, garantir uma rápida recuperação de possíveis problemas na lavoura e estimular a planta a atingir todo seu potencial produtivo.

ANTES 7DAA/Reprodução
Herbicida Vegetação após herbicida (8DAA)/Reprodução

*Rene Staut Neto é formado em Engenharia Agronômica pelo IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho. Atualmente, é coordenador de Desenvolvimento de Mercado em Minas Gerais, no qual é responsável pelo desenvolvimento técnico e estratégias de acesso ao mercado. Em sua experiência profissional já trabalhou no ramo de nutrição de plantas com fertilizantes de solo, foliares e produtos biológicos.

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