Abacateiro que não dá fruto

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Bruno Henrique Leite Gonçalvesbruno_lleite@hotmail.com

Adilson Pimentel Júnioradilson_pimentel@outlook.com

Aline Mendes de Sousa Gouveiaaline_mendes@fio.edu.br

Engenheiros agrônomos, doutores em Agronomia e professores – Centro Universitário das Faculdades Integradas de Ourinhos – Unifio

Abacate – Crédito Ana Maria Diniz

Alguns fatores podem estar influenciando a falta de frutos do abacateiro. Embora em uma mesma planta exista flores masculinas e femininas, ambas apresentam maturação em épocas diferentes.

Em determinado grupo de variedades de abacateiro (A), as flores femininas abrem-se de manhã e fecham-se à tarde, enquanto as masculinas fechadas de manhã, abrem-se à tarde. Em outro grupo (B) ocorre o inverso. O fenômeno é conhecido como dicogamia protogínica.

Como todas as flores abrem-se e fecham-se praticamente ao mesmo tempo, para garantir a polinização e, consequentemente, a produção, é necessário intercalar variedades de comportamento floral diferente.

É recomendado plantar duas cultivares com dois grupos florais diferentes. Por exemplo, plantar 90%, cv. Fortuna grupo floral A e 10% da cv. Quintal grupo floral B. Alguns trabalhos relatam que essa consorciação de grupos florais pode aumentar até 20% da produção da cultivar principal.

As podas

Alguns abacateiros não dão fruto devido às características climáticas ou estresses climáticos, como a falta de água e luz. Diversos manejos podem estimular a produção de frutos, como a poda, que é essencial para o abacateiro.

Dependendo da variedade, se faz a poda no estilo taça, retirando-se brotos no centro da planta para que chegue luz solar e estimule nova brotação de produção, porém, o período de poda é em janeiro (poda de produção) e pós-colheita (poda de limpeza).

A poda deve ser realizada com ferramentas desinfectadas e limpas para evitar contaminação de doenças nos ramos. Para se fazer a poda utiliza-se tesourão, tesoura, serrote de bambu e motosserras (para retiradas de troncos no meio da planta). Recomenda-se, para essa prática, a orientação localizada de um agrônomo.