25.6 C
Uberlândia
quinta-feira, junho 13, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioMercadoABC Bio anuncia, no Fórum de Biodefensivos, projeto de capacitação online para...

ABC Bio anuncia, no Fórum de Biodefensivos, projeto de capacitação online para disseminar conhecimento sobre defensivo biológico

Evento está sendo realizado em São Paulo e deve divulgar nesta quarta (30) pesquisa inédita com uma radiografia do mercado brasileiro de biodefensivo

Até o final do ano deve entrar em operação um projeto de capacitação online para revendedores, consultores e agricultores interessados em conhecer melhor os usos e aplicações de defensivos biológicos. O anúncio foi feito pelo presidente da ABC Bio ” Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico, Gustavo Herrmann durante a abertura do Fórum Brasileiro de Biodefensivos, que começou nesta terça-feira (29), em São Paulo. Promovido pela ABC Bio, em parceria com a Informa Agro, o evento se prologará até quarta-feira (30) e reúne os principais integrantes da cadeia produtiva dos defensivos biológicos para debater cenários, tendências, diretrizes e desafios para fortalecer o segmento. 

“Na realidade, o projeto de capacitação online vem assegurar a disseminação do conhecimento para assistência técnica no campo, um dos pilares que compõe o tripé fundamental de estímulo ao uso de biodefensivos pela agricultura brasileira“, afirmou Herrmann. Os outros componentes do tripé, segundo o presidente da ABC Bio, são: uma produção de qualidade e uma logística eficiente que permita que o produto chegue em condições de ser aplicado nas lavouras. “Não basta ter um bom produto, ele tem de chegar nas melhores condições na lavoura, o que depende de uma boa logística, e precisa ser aplicado por técnicos devidamente habilitados“, complementou Herrmann. 

Após a solenidade de abertura, que contou com a presença do diretor do Instituto Biológico, Antonio Batista Filho, representando o secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, foi promovido um painel dedicado ao debate do Registro de Biodefensivos no Brasil. Participaram Carlos Venâncio, coordenador-geral de Agroquímicos e Afins do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e Daniela Maia, da Vigna Brasil. 

Venâncio comentou sobre o expressivo crescimento no número de registros de produtos biológicos na pasta, que passaram de 139, em 2015, para 277 no ano passado. Destacou também a oportuna iniciativa da ABC Bio de intensificar esforços na capacidade com vistas a melhorar o nível técnico dos profissionais que lidam com biológicos. “Essa também é uma grande preocupação nossa no Ministério da Agricultura, pois a área de biológico é muito complexa e demanda um conhecimento específico e bem aprofundado“, observou o representante do MAPA.  

O segundo painel da manhã de debates tratou do tema Defensivos Biológicos e Químicos, contando com palestras de Ronaldo Pereira, presidente da FMC, e Roberto Sant´Anna, gerente de Inovação e Sustentabilidade da ANDEF ” Associação Nacional de Defesa Vegetal. Pereira enfatizou que os integrantes do segmento precisam entender que a saída está na combinação de várias ferramentas. “O dilema entre o uso de químico ou biológico é uma falácia. A questão não é uso de um ou outro, mas sim de uma integração entre biológicos e químicos, juntamente com os conhecidos pilares do MIP ” Manejo Integrado de Pragas. Essa é a melhor proposta para o futuro do segmento no Brasil. Um futuro com mais ciência e menos preconceito“, afirmou o presidente da FMC. 

Na mesma linha, Sant’Anna, da ANDEF, salientou que o esforço de controle de pragas precisa ir além da fronteira das fazendas. “Chegamos a uma conclusão de que, em função do clima tropical brasileiro, propício para a proliferação de pragas cada vez mais resistentes aos defensivos, são necessárias ações regionais, algumas que, inclusive ultrapassem as fronteiras de estados e até de países, no caso de culturas como a da soja“, observou. 

O Fórum da ABC Bio prossegue na tarde desta terça (29) com Mesas Temáticas que tratarão do registro de produtos na prática, distribuição de biodefensivos, tecnologia de produção, além da troca de experiências entre produtores. Na sequência, haverá um painel sobre Linhas de Financiamento para a Produção de Biodefensivos, com a presença de representantes da Finep (Luiz Felipe Maciel, gerente de Biodefensivos), do BNDES (Martim Francisco de Oliveira e Silva, da área de Insumos Básicos) e da SP Ventures (Francisco Jardim). 

No final do primeiro dia de Fórum, o gerente de Produção e Desenvolvimento da Koppert, Luciano Zappelini proferirá a palestra Performance de Produtos Biológicos. Os debates prosseguirão na quarta (30), quando será divulgada uma pesquisa inédita que trará uma radiografia do mercado brasileiro de biodefensivos. 

Serviço:

Fórum Brasileiro de Biodefensivos

Data: 29 e 30 de agosto de 2017 – Horário: das 8h30 às 18hs

Local: Hotel Pullman São Paulo “

Rua Olimpíadas, 205 ” Vila Olímpia ” São Paulo

ARTIGOS RELACIONADOS

Fosfitos – Indutores de resistência da cana às doenças

Autores Renato Passos Brandão Gerente do Departamento Agronômico do Grupo Vittia renatobrandao@vittia.com.br Rafael Bianco Roxo Rodrigues Gerente Técnico de São Paulo e Sul de...

Mosca-das-frutas causa prejuízo imediato, se não controlada

Beatriz Aguiar Jordão Paranhos Engenheira agrônoma, doutora em Entomologia e Pesquisadora da Embrapa Semiárido - Controle Biológico de Pragas beatriz.paranhos@embrapa.br   As espécies de moscas-das-frutas mais importantes no...

FMC Corporation fecha acordo para a aquisição da Cheminova A/S

A FMC concluiu a aquisição da Cheminova por um valor de compra aproximado de $1,8 bilhão, incluindo a assunção da dívida. A FMC prevê...

Trichoderma – Eficiência no controle de Sclerotinia

Os fungos fitopatogênicos (aqueles que provocam doenças em plantas) habitantes do solo promovem grandes perdas nas culturas de importância econômica, sendo que há uma ampla gama de fungos que prejudicam diferentes culturas, podendo acarretar em severa redução da produtividade, enchimento e na quantidade de grãos nas vagens ou espigas. Os fungos de solo ainda podem produzir as micotoxinas, tóxicas ao homem e aos animais, que reduzem a qualidade e a comercialização de muitos grãos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!