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Agrorrastreabilidade – O futuro já chegou

Único no País e com a tecnologia de Ponta vinda da Ferpall Tecnologia, a ideia é ser uma plataforma de integração de dados para outras empresas utilizando a tecnologia em blockchain para produtos nacionais e exportados pelo País.

Em um cenário global onde a transparência na produção agropecuária assume papel crucial, o Sistema Brasileiro de AgroRastreabilidade (Sibraar) desponta como protagonista numa jornada de inovação e precisão.

O projeto, uma iniciativa ambiciosa nascida da parceria entre a Embrapa Agricultura Digital e a Ferpall Tecnologia, uma empresa com base em São José dos Pinhais (PR) e com uma trajetória de mais de 10 anos dedicados à rastreabilidade agrícola, promete elevar o patamar de gestão e confiabilidade de dados no agronegócio brasileiro.

Plataforma colaborativa e estratégica

Em meio a uma miríade de soluções tecnológicas, Sibraar se distingue. “Não é um produto que vai concorrer com outros produtos existentes no mercado”, assegura Jeferson Dala Riva, diretor comercial da Ferpall Tecnologia.

A plataforma se posiciona como uma ferramenta de agregação de dados, criada com o intuito de fundamentar decisões estratégicas em variados setores, tanto públicos quanto privados.

O Ministério da Agricultura, Conab e universidades são apenas alguns dos entes que poderão se beneficiar de dados refinados para embasar suas estratégias e pesquisas no setor público. Já o setor privado, distribuidores, cooperativas e varejo, terão como adquirir a plataforma e não depender apenas de uma plataforma.

Inovação e adaptação às exigências globais

A implementação do blockchain em formato híbrido pela Ferpall Tecnologia não somente robusteceu o sistema como também deu transparência ao processo  para adequação às normativas internacionais.

Dentro do escopo de sua funcionalidade, o Sibraar disponibilizará tecnologias avançadas, como leitores de retina para animais, no setor de bovinos, ou de rastreabilidade consolidada para suínos e aves, ou mesmo o mercado pet. 

Oferecendo uma rastreabilidade de precisão que pode ser a chave para superar obstáculos de exportação para mercados rigorosos, como o europeu, particularmente no segmento de aquicultura, por exemplo, que há mais de meia década não consegue exportar para a União Europeia seus produtos, a rastreabilidade, como parte da segurança alimentar, pode ajudar em problemas mercadológicos como este.

Salto na rastreabilidade de grãos

Em colaboração com a Abrarastro, a Ferpall Tecnologia introduziu ao Sibraar um método revolucionário: a “Rastreabilidade Forense”.

Especialmente para o mercado de grãos, com técnicas europeias de última geração, esse recurso torna possível certificar propriedades aptas a comercializar suas produções para mercados que demandam não apenas qualidade e origem comprovada do alimento, mas também garantia de práticas sustentáveis e não envolvimento com desmatamento ilegal.

Segurança alimentar e sustentabilidade

Fernando Andrei Baccarin, presidente da Abrarastro, enfatiza: “Segurança alimentar e sustentabilidade andam juntas”. E acrescenta: “se as empresas que estão no mercado abriram o caminho para a rastreabilidade com tecnologia no Brasil, o Sibraar está fazendo a pavimentação do caminho, trazendo qualidade, transparência e segurança. 

Ele alerta que empresas que negligenciarem esses pilares, optando por manter apenas rastreabilidades internas, poderão perder espaços vitais na cadeia de exportações e até mesmo no mercado doméstico.

A transparência e a sustentabilidade são mais do que tendências; tornaram-se demandas cruciais no cenário global, com mais de 82% dos investidores em 2023 priorizando marcas que demonstram esses valores.

Transparência autêntica contra o “Greenwashing”

Ana Paula Amarante, diretora de tecnologia da Abrarastro, ressalta o perigo do “Greenwashing” a chamada “lavagem verde”, onde empresas acabam fazendo projetos “caseiros”, tanto de rastreabilidade como de sustentabilidade, e acabam por não ter como comprovar o processo. 

Ela enfatiza a importância da verificação por entidades sérias e competentes para assegurar a validade e autenticidade dos dados. A integridade nas métricas e práticas sustentáveis não só resguarda as empresas de questionamentos éticos, mas também estabelece um padrão confiável para os consumidores e mercados.

Isso também serve para as empresas de tecnologia que já promovem trabalhos em plataformas secundárias de rastreabilidade de alimentos: “quem não se integrar ao Sibraar, em breve estará fora do mercado”, salienta Ana Paula.

Acesso, continuidade e futuro

Exclusivamente acessível através das plataformas da Ferpall Tecnologia e no site sibraar.com.br, o Sibraar não se limita a ser uma ferramenta de rastreabilidade contemporânea.

Com o lançamento de um aplicativo para IOS e Android, em 2024, e a integração e registro junto à GS1 Brasil, o sistema promete não só permeabilidade e adaptabilidade ao cenário atual, mas uma presença constante na evolução futura do agronegócio brasileiro.

Segurança na fiscalização

Além de ajudar no processo de padronização, a plataforma também vai ajudar na fiscalização de centros de abastecimentos e na segurança de dados que o Ministério Público, vigilância sanitária e o próprio MAPA, ou órgãos estaduais e municipais possam necessitar, por meio de parcerias para o uso da plataforma.

Isso pois, no projeto e missão principal do Sibraar, estão a captação de dados pela integração de bases de dados, e comunicar com a plataforma, tudo  dentro da lei geral de proteção de dados (LGPD).

Fernando Baccarin, presidente da Abrarastro

Conectividade com o cliente

Para Fernando Baccarin, presidente da Abrarastro, a próxima década será produtos à venda no varejo com rastreabilidade completa e ainda com conexão com o cliente. Assim, pode-se utilizar muito destes dados, para a evolução das marcas, além de um recall seguro, oferecendo praticidade às informações que estão a cada dia mais na palma da mão de consumidores exigentes em todo o mundo.

“Teremos prateleiras com produtos neutros em carbono, assim como selos de certificação orgânica há mais de 30 anos no varejo”, reforça.

Na interseção de tecnologia, sustentabilidade e inovação, o Sibraar se firma como um pilar sólido para um futuro agrícola que responde às demandas imediatas e antecipa as necessidades vindouras, redefinindo o que é possível na rastreabilidade do agronegócio nacional.

SETOR SUCROENERGÉTICO

No cenário dinâmico da agricultura digital, a busca por transparência e rastreabilidade se torna cada vez mais crucial. Nesse contexto, o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (Sibraar) surge como uma inovação promissora, impulsionando a cadeia produtiva e garantindo a confiabilidade das informações desde a origem até o consumidor final.

Crédito: Ferpall

Alexandre de Castro, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, explica que o Sibraar, baseado em tecnologia blockchain, entrou para o setor sucroenergético, com a Usina Granelli Ltda como projeto piloto a partir da parceria com a Ferpall Tecnologia, que permitiu dar um ‘rosto’ ao sistema, mostrando a facilidade para utilização da plataforma.

A integração e o licenciamento serão feitos entre Ferpall, Embrapa e Abrarastro, uma associação voltada à padronização e mensuração da qualidade da rastreabilidade. Empresas interessadas podem acessar o site da Abrarastro (www.abrarastro.org) e fazer o pedido.

Desenvolvimento

“O sistema foi desenvolvido por especialistas da Embrapa Agricultura Digital ao longo de três anos e, por meio da parceria com a Usina Granelli e a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), a tecnologia foi customizada e validada para um primeiro produto, que é foi o açúcar mascavo, lançado em junho de 2022, e para açúcar demerara lançado em maio de 2023”, relata.

Assim, a Granelli passou a ser a primeira empresa licenciada a comercializar o produto rastreado, que leva o selo Tecnologia Embrapa. Por meio da blockchain, o Sibraar possibilita que cada lote de fabricação do açúcar tenha suas informações gravadas em bloco, fornecidas pelo fabricante, e receba uma assinatura digital gerada no data center da Embrapa.

O software produz o encadeamento automático desses blocos, como uma corrente, criando um histórico dos dados de fabricação ao longo do tempo. Essa sequência é, então, associada a um código QR, que permite o acesso às informações pelo consumidor.

Adaptação para outras cadeias produtivas:

O sistema foi concebido, inicialmente, para o setor sucroenergético, mas também pode ser customizado para a agroindústria vinculada a diversas cadeias produtivas, como a de grãos, carnes, frutas, legumes e verduras, leite, etc.

Segundo o pesquisador da Embrapa, ainda é um desafio levar ao consumidor final o conhecimento sobre a procedência e o processo de produção. “Isso se deve, principalmente, à complexidade de algumas cadeias produtivas e à percepção dos produtores em entender que a adoção de processos de rastreabilidade pode agregar valor aos seus produtos”.

Diferentes elos da cadeia produtiva

Alexandre de Castro, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital

O Sibraar é uma tecnologia desenvolvida para o gerenciamento de redes permissionadas com ênfase na rastreabilidade de cadeias produtivas. O sistema opera com um modelo de governança centralizada, o que significa que há um ponto de controle central que gerencia e controla o acesso e a distribuição de informações na rede, o que é importante para garantir a segurança e a conformidade nas operações.

Alexandre de Castro esclarece que o sistema é projetado para registrar e armazenar informações relacionadas aos fornecedores, indústrias, distribuidores, atacadistas, varejistas e outros elos cruciais ao longo da cadeia de produção.

O sistema também está adaptado para imprimir códigos 2-D em produtos pesáveis em balanças etiquetadoras. “O Sibraar é uma solução tecnológica abrangente para gerenciar e rastrear informações em cadeias produtivas, com o foco na garantia da qualidade, da rastreabilidade e da conformidade dos produtos agroindustrializados, e a utilização de tecnologia blockchain aumenta a confiabilidade e a segurança dos registros e transações na rede”, pontua o pesquisador.

Segurança e integridade de dados

O Sibraar é o primeiro software para rastreabilidade registrado no mercado nacional, validado para a agroindústria da cana-de-açúcar, desenvolvido com tecnologia blockchain e que oferece ao consumidor informações por lote de fabricação diretamente disponibilizadas em QR Code nas embalagens.

A assinatura digital gerada pelo blockchain é inviolável. Com a tecnologia, cada novo lote do produto inclui as informações codificadas de todos os lotes anteriores, formando uma sequência imutável.

Se houver qualquer alteração no banco de dados, o código QR etiquetado nas embalagens do produto é automaticamente inativado. Esse é um diferencial quando se utiliza códigos de barras bidimensionais associados à tecnologia blockchain.

Pelo sistema desenvolvido pela Embrapa e Ferpall, a etapa de verificação, que atesta a integridade da informação rastreada, é distribuída, ou seja, está nas mãos do próprio consumidor.

RASTREABILIDADE TAMBÉM BENEFICIA ESTRATÉGIAS DE MERCADO

O projeto da Embrapa é pioneiro na versão de trabalho entre uma plataforma governamental e uma empresa privada, pois o projeto inicial ganhava nuances de validação pré-tecnológica e pesquisa sobre o processo.

Segundo Jeferson Dala Riva, diretor da Ferpall Tecnologia, o projeto piloto Sibraar vinha há dois anos tendo dificuldades em aplicar o sistema blockchain e replicar isso em uma plataforma, e não somente em projetos de estudos. “Graças à Ferpall Tecnologia, com sua especialidade no assunto, foi possível firmar a parceira”, orgulha-se.

O processo funciona com um blockchain “híbrido”, ou seja, partes da tecnologia em formato público e partes da tecnologia em formato privado. “O propósito do trabalho é trazer associações e outros centros de pesquisa da Embrapa para fazer parte do projeto e utilizar a ferramenta criada o entre trabalho público e privado, tendo sempre a transparência dos dados como formato principal”, define Jeferson.

Objetivos e expectativas

O contrato de licenciamento com a Embrapa foi assinado em 2022 e as expectativas da Ferpall para escalonamento são grandes. “Nosso objetivo conjunto é trabalhar as cadeias importantes do agro. Alguns projetos já estão em andamento, como em FLV (frutas, legumes e verduras), e em novas frentes, como a aquicultura, grãos, como arroz, feijão, setor de proteína animal, algodão.

“A Ferpall, por meio de contrato, dará continuidade às melhorias nas ações de rastreabilidade, já em início de projeto e começará o escalonamento comercial, como toda empresa privada trabalha”, aponta o CEO da Ferpall, Fernando Baccarin.

Potencial de internacionalização

O potencial de internacionalização ainda está em estudo, pois será preciso, primeiramente, ajustar os processos nacionalmente. A partir daí, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) será inserido no processo para o desenvolvimento de algumas diretrizes, para que a ferramenta seja bem utilizada.

“Creio que nos próximos meses a adequação será feita, graças à tecnologia da Ferpall”, aguarda Fernando Baccarin.

ESG para as empresas

Para garantir segurança alimentar à população e trabalhar o ESG nas empresas, as primícias do Sibraar são:

; Governança: em relação à padronização de dados para gestão da informação do campo ao varejo;

Jeferson Riva, diretor da Ferpall Tecnologia

; Ambiental: garantir a integridade das informações de adoção de processos de produção rural sustentáveis, ausência de desmatamento no entorno do polígono de produção e uso de defensivos agrícolas autorizados.

; Social: fica definido que o trabalho também busca novos parâmetros no propósito de trazer todas as cadeias produtivas e adequar cada uma com a tecnologia necessária, para que ninguém fique de fora das oportunidades de mercado, e possa crescer por meio da tecnologia.

Bom para todos

O Sibraar tem um objetivo importante no cenário de rastreabilidade no Brasil, que é de ajudar no monitoramento de processos, e programas já realizados por entidades públicas e privadas, além de melhorar a integração de dados, tanto na rastreabilidade da cadeia de suprimentos agroindustrial como na primária, até chegar ao varejo.

“Assim, mostra aos setores uma plataforma abrangente que permite a integração de dados reais, e uma rastreabilidade mais redundante dos produtos agrícolas, garantindo segurança, desempenho e transparência nas cadeias produtivas. O Sibraar sempre se baseia no processo da Ferpall Tecnologia dos 3Ps (Pessoas, Processos e Produtos)”, garante o CEO, Fernando Baccarin.

A agrorrastreabilidade na prática

Crédito: Ferpall

Valério Angelozi é proprietário da Piscicultura SuperFish, sediada em Primeiro de Maio (PR), onde cria juvenis de tilápia vacinados. “Usamos a rastreabilidade no processo completo. Esta é uma ferramenta crucial para garantir segurança alimentar e a qualidade dos produtos da tilápia, pois permite identificar de onde vêm os peixes e como foram produzidos, monitorar os processos de cultivo e alimentação, rastreando vacinas e medicamentos utilizados. Assim, evita a presença de resíduos que possam prejudicar a saúde dos consumidores”, opina.

Ao mês, a Piscicultura SuperFish produz 700 mil peixes. O empresário conta que, antes da utilização da plataforma, as informações eram registradas em um sistema interno desenvolvido por ele, mas agora a ferramenta de blockchain facilita a operação, já que, apenas com a leitura de um QRcode é possível acessar toda a rastreabilidade do lote.

Cadeia de supermercados

Volmir Lea de Vargas é supervisor de supermercados da Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa), em Chapecó (SC), que atua nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

No total, são 23 mil famílias cooperadas, que atualmente utilizam a plataforma da Frutag, um produto da Ferpall tecnologia, associada à Abrarastro, voltado para rastreabilidade de hortifrúti. A implantação do blockchaim aconteceu em junho de 2018.

Entre os benefícios constatados por Volmir está a segurança do alimento: “temos a possibilidade de informar ao nosso consumidor a origem desse alimento, possibilitando chegar até a o local onde é cultivado. Cada produto tem um código de rastreio único, oferecendo assim mais transparência e segurança ao consumidor. Por esse código também conseguimos apresentar todo o deslocamento do produto, até chegar à mesa do consumidor, criando assim uma conexão com ele”, conta.      

Do outro lado, a rastreabilidade possibilita também aos órgãos competentes a segurança de oferecer ao consumidor produtos saudáveis e seguros, por meio de análises químico/físico e biológico, identificando origem/produtor, e não apenas o varejo que disponibiliza o produto ao consumidor final.

A união faz a força

A Associação Brasileira da Indústria do Feijão (Abifeijão) foi criada há dois anos, com o objetivo de reforçar o compromisso dos seus associados em garantir um alimento seguro para os consumidores, por meio do aumento da qualidade do feijão brasileiro, o que inclui práticas de rastreabilidade e certificação.

“A rastreabilidade fornece informações do campo ao consumidor, com o objetivo de garantir a segurança e qualidade dos produtos, a partir de controles e monitoramento dentro da cadeia produtiva”, diz Thaísa Loyola, diretora executiva da entidade.

Ainda segundo ela, a certificação é uma modalidade de avaliação da conformidade realizada por organizações independentes, tendo como foco principal a qualidade de processos e produto.

Neste sentido, a Abifeijão vem atuando desde a sua criação na promoção desses conceitos entre seus associados, esclarecendo sobre vantagens e custos para implantar os respectivos procedimentos dentro do processo produtivo.

Também habilita partes auditoras para certificação e fomenta a rastreabilidade de modo a elevar o nível de conformidade do feijão.

Já é lei

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) acompanhou toda a tramitação do projeto de lei de autocontrole (Lei 14.515/22), que dispõe acerca do mapeamento de controles e manutenção de registros auditáveis pelas cadeias produtivas, e desde então vem buscando fontes que possam estruturar a rastreabilidade no âmbito do setor orizícola.

“Vislumbramos como benefícios o aumento da qualidade e segurança do produto, além da possibilidade de responsabilização ao longo da cadeia produtiva, a nível de varejo e produção. Da forma em que as normas são estruturadas hoje, qualquer responsabilização, seja por presença de resíduos ou de insetos vivos no produto, recai de forma quase exclusiva sobre a indústria. A rastreabilidade permite individuar a responsabilização, a partir dos controles adotados, podendo mitigar as não-confomidades na origem”, conceitua Andressa Silva, diretora executiva da associação.

O ganho de qualidade, por sua vez, tem o potencial de fidelizar mais clientes, bem como criar uma conexão a nível de cadeia de valor, com maior comprometimento de todos os elos envolvidos.

Importância da rastreabilidade

O Brasil alimenta cerca de 800 milhões de pessoas no planeta e tem um papel relevante na segurança alimentar da população. Desta forma, adotar procedimentos que aumentem a segurança desses produtos, acompanhado de ganho de qualidade, é um dever das empresas comprometidas com o consumidor.

Atualmente, a maioria das indústrias e cooperativas de arroz aplica processos de rastreabilidade a nível da indústria, com controle acerca de seus processos, a partir do recebimento da mercadoria.

“A Associação incentiva seus associados a buscarem a rastreabilidade a nível de campo, de forma a entregar um produto rastreado de ponta a ponta, o que também permitirá futuramente o mapeamento de áreas desmatadas, bem como o cálculo da pegada de carbono para fins de geração de crédito. Este avanço está no radar do setor industrial e em sintonia com as novas políticas públicas verdes, a nível nacional e internacional”, finaliza Andressa Silva.

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