18.6 C
Uberlândia
quinta-feira, junho 13, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioLançamentosCientistas do solo lançam livro “Crônicas de Barranco“

Cientistas do solo lançam livro “Crônicas de Barranco“

 

Nova Imagem 

O livro tem como fio condutor a Ciência do Solo retratada a partir de momentos inesquecíveis e reflexões de 28 cientistas do solo

 

 

Crônicas de Barranco: revelando outra face da ciência do solo, é um livro para cientistas do solo e também para quem gosta e aprecia boas histórias.

Desde criança nos habituamos a ouvir histórias. Ouvir boas histórias de pessoas que admiramos é sempre muito bom. Elas contribuem para a educação do imaginário ao mesmo tempo em que amplificam o senso do real. Afinal, o número de experiências que um indivíduo vive é reduzido, assim, as experiências contidas nas histórias de terceiros são, em maior ou menor grau, enriquecedoras.

Foi de ouvir tantas dessas histórias que os agrônomos e cientistas do solo, Julierme Zimmer Barbosa e Giovana Clarice Poggere, tiveram a ideia de escrever o “Crônicas de Barranco“, um livro que tem como fio condutor a Ciência do Solo retratada a partir de momentos inesquecíveis e reflexões de 28 cientistas do solo. Os relatos foram obtidos por diferentes vias (email, gravações de vídeo ou gravações de áudio) e transformados em crônicas narrativas. E para finalizar, o posfácio foi escrito pelo atual presidente da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, o senhor Gonçalo Signorelli de Farias.

Participantes à bordo do navio Jari para o VIII Congresso Brasileiro de Ciência do Solo realizado em Belém, Pará no ano de 1961. (Foto: cortesia de Luiz Bezerra de Oliveira).
Participantes à bordo do navio Jari para o VIII Congresso Brasileiro de Ciência do Solo realizado em Belém, Pará no ano de 1961. (Foto: cortesia de Luiz Bezerra de Oliveira).

O livro abrange mais de 70 anos em relatos, passando por praticamente todos os estados do Brasil e por outros países, trazendo uma riqueza de elementos culturais e históricos em crônicas recheadas de diversão, superação, tensão, perigo, drama e até terror. Tudo isso, envolvido por questões relacionadas ao estudo e uso dos solos.

Como exemplo, o livro traz relatos de um agrônomo de 100 anos de idade, a história do primeiro (e único) Congresso Brasileiro de Ciência do Solo realizado num navio, em Belém, Pará no ano de 1961. A experiência cultural de um pesquisador que participou de um congresso em Moscou na Rússia em 1975. A saga da conquista do Cerrado como fronteira agrícola e a recuperação da agricultura em solos pobres do planalto do Rio Grande do Sul, ambas relacionadas ao uso de fertilizante e calcário no solo visando elevar a produção agrícola. Viajem para os Estados Unidos com bagagem de 1500 kg de solo. Casos de pedólogos sequestrados por índios ou tendo que dar explicação para o delegado depois de fazer trincheiras que cabiam um caixão. Exemplos de como é ser super mãe e super cientista ao mesmo tempo. Além de reflexões sobre a atual conjuntura em matéria de ciência e tecnologia.

Além de mostrar “o outro lado da ciência do solo“ o livro visa mostrar a importância do trabalho desses cientistas que no decorrer da caminhada contribuíram e permanecem contribuindo para a sociedade no que diz respeito aos temas relacionados à Ciência do Solo. Diante do crescimento populacional e da demanda por alimentos, fibras e energia, o profissional da Ciência do Solo é agente necessário no processo de desenvolvimento de novas tecnologias para melhoria da eficiência dos sistemas agropecuários, visando produtividade aliada à conservação do ambiente. Adicionalmente, o conhecimento sobre o solo é importante para o planejamento e uso do solo em outras áreas como construção civil, saneamento, mineração e arqueologia. Portanto, a Ciência do Solo e seus cientistas são importantes para a sociedade, mas infelizmente a grande maioria desconhece isso.

Cultivo agrícola no Cerrado com manejo de calagem, adubação e irrigação.
Cultivo agrícola no Cerrado com manejo de calagem, adubação e irrigação.

Ao escrever as “Crônicas de Barranco“, Julierme e Giovana tiveram como objetivo salvar enriquecedoras memórias e reflexões do risco de cair no esquecimento ou serem prisioneiras de conversas de barranco ou de corredores, ao mesmo tempo em que revelam outra face da Ciência do Solo.

O pré-lançamento será a partir da segunda quinzena de julho e o livro poderá ser solicitado através do email: cronicasbarranco@gmail.com ou pela página do livro no facebook: www.facebook.com/cronicasdebarranco. O lançamento oficial será durante o XXXV Congresso Brasileiro de Ciência do Solo nos dias 02 a 07 de agosto em Natal, RN.

 

Confira o nome dos participantes:

 

Fernando Penteado Cardoso – Fundação Agrisus – Agricultura Sustentável

Luiz Bezerra de Oliveira – Pesquisador aposentado da Embrapa solos

Raphael David dos Santos – Pesquisador aposentado da Embrapa solos

João Bertoldo de Oliveira – Pesquisador aposentado do IAC

Paulo Klinger Tito Jacomine – Professor Sênior da UFRPE e membro efetivo do Comitê Executivo Nacional de Classificação de Solos para o desenvolvimento do SiBCS

Alfredo Scheid Lopes – Professor Emérito da UFLA, Pesquisador Emérito do CNPq, Consultor Técnico da Anda/SP

Igo Fernando Lepsch – Professor visitante da UFMG

Victor Hugo Alvarez Venegas – Professor titular voluntário da UFV

Bernardo van Raij – Pesquisador aposentado e colaborador do IAC

Klaus Reichardt – Professor titular sênior do CENA/USP

Humberto Gonçalves dos Santos – Pesquisador da Embrapa Solos

Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso – Professora titular sênior da Esalq/USP

Egon Klamt – Professor aposentado da UFRGS

Hugo Alberto Ruiz – Professor titular voluntário da UFV

Ondino Cleante Bataglia – Pesquisador da Complant – Consultoria, Treinamento, Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola – e pesquisador aposentado do IAC

Joelito de Oliveira Rezende – Professor titular emérito da UFRB

Valmiqui Costa Lima – Professor aposentado da UFPR

Sonia Carmela Falci Dechen – Pesquisadora do IAC

Ibanor Anghinoni – Professor titular da UFRGS

Neroli Pedro Cogo – Professor associado IV e pesquisador da UFRGS

Marcos Antônio Pavan – Pesquisador do IAPAR

Djalma Martinhão Gomes de Souza – Pesquisador da Embrapa Cerrados

Beatriz Monte Serrat – Professora sênior da UFPR

José Augusto Laus Neto – Pesquisador aposentado da EPAGRI

José Oswaldo Siqueira – Professor Emérito da UFLA e diretor científico do Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável

Fátima Maria de Souza Moreira – Professora titular da UFLA

Mariangela Hungria da Cunha – Pesquisadora da Embrapa Soja e professora do curso de pós-graduação em Biotecnologia da UEL

Lúcia Helena Cunha dos Anjos – Professora associada da UFRRJ

ARTIGOS RELACIONADOS

Fertilizante organomineral libera gradualmente nutrientes no solo

Adriana Souza Nascimento Engenheira agrônoma e extensionista rural da EMATER/DF adriana.nascimento@emater.df.gov.br Um novo fertilizante organomineral promete liberar os nutrientes no solo gradualmente, em até 30 dias, reduzindo...

Uso de isótopos na agricultura: a maximização da eficiência da produção agrícola

Descubra como os isótopos podem maximizar a eficiência da produção agrícola.

Essencialidade da análise do solo

  Maurício Dominguez Nasser Engenheiro agrônomo, mestre e pesquisador da APTA Regional Alta Paulista/Adamantina (SP) mdnasser@apta.sp.gov.br O solo requer nutrientes suficientes para o desenvolvimento e a produção das...

Qual a hora certa de utilizar os aminoácidos?

Todas as culturas são beneficiadas com a aplicação de aminoácidos, visto que eles ajudam a planta a se recuperar de algum estresse sofrido. As plantas sintetizam todos os 21 aminoácidos por ela demandadas, e a ciência moderna já consegue identificar em quais momentos dentro da fenologia da planta eles são mais demandados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!