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Como ser eficiente na adubação nitrogenada no milho

As estratégias para reduzir as perdas na aplicação de nitrogênio são a utilização de produtos que busquem um sincronismo entre a liberação pelo solo e a absorção pela planta.

Antonio Santana Batista de Oliveira Filho
Professor e coordenador do curso de Agronomia e Agronegócio – UNIBALSAS
coord.agronomia@unibalsas.edu.br
Adriana Araujo Diniz
Professora adjunta de Agronomia – Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)
adrisolos2016@gmail.com

Para que possa expressar todo seu potencial produtivo, a cultura do milho requer que suas exigências nutricionais sejam plenamente atendidas, em virtude da grande extração de nutrientes do solo.

Créditos: Shutterstock

O nitrogênio é o nutriente exigido em maior quantidade pela cultura. Com teores adequados dos demais nutrientes essenciais no solo, o nitrogênio é o que apresenta os efeitos mais expressivos no aumento da produção de grãos.

Fontes nitrogenadas

As fontes nitrogenadas mais utilizadas na agricultura são a ureia e o sulfato de amônio. O milho apresenta grande probabilidade de resposta a esse nutriente, especialmente na produtividade.

É frequente a necessidade de adubação em cobertura para suplementar a adubação nitrogenada quando se deseja altas produtividades, pois a cultura extrai grandes quantidades do elemento.

O incremento da fertilização nitrogenada interfere em diversas características relacionadas ao crescimento e desenvolvimento da planta, como altura de plantas, inserção de espiga e diâmetro de colmo.

Todas essas características irão influenciar diretamente na produtividade final.

Pesquisas

Estudos têm indicado aumento da densidade populacional visando à maior disposição de plantas com maior interceptação de radiação solar, diminuindo a competição com plantas daninhas, o que resulta em mais produtividade.

No entanto, essa modificação do espaçamento entre linhas e aumento da população de plantas interfere na forma e na quantidade de N necessária para expressão do máximo potencial produtivo da cultura.

Assim, há a necessidade de novos estudos para definição de doses mais adequadas de N para máxima resposta das plantas sob densidades populacionais maiores.

Desafios

Os principais desafios para a adubação nitrogenada na cultura do milho são as altas taxas de perda de N na aplicação. Estima-se que a porcentagem de perda de ureia pode chegar até 30%, o que resulta em prejuízos para o produtor e aumento de adubação.

Um fator determinante nos melhores rendimentos na cultura do milho se refere ao parcelamento da adubação nitrogenada. Os solos, em geral, não suprem a demanda da cultura em termos de nitrogênio.

Manejo assertivo

O manejo deve ser pensado e manejado de maneira distinta entre os diferentes ambientes de produção agrícola, e não recomendado e manejado de maneira única e generalizada.

Tal fato faz com que o parcelamento da adubação nitrogenada se torne de extrema importância, exigindo estudos que determinem o quanto de nitrogênio é necessário aplicar em determinada situação, para que se atinja o nível produtivo adequado.

A escolha do momento certo de aplicação é de extrema relevância, pois afeta diretamente os rendimentos da cultura. Realizar uma aplicação na fase adequada da planta e no período do dia adequado reduz as perdas e aumenta a eficiência de absorção pela planta.

Estratégias

As estratégias para reduzir as perdas na aplicação de nitrogênio são a utilização de produtos que busquem um sincronismo entre a liberação pelo solo e a absorção pela planta. Em síntese, significa dizer que o produto aplicado deve liberar quantidades de nitrogênio de forma gradual, para que assim a planta consiga absorver em quantidades e frequência adequada.

Uma solução é o revestimento da ureia com polímeros, o que aumenta a liberação lenta do fertilizante. A manutenção adequada da umidade do solo também é uma forma de reduzir as perdas dos fertilizantes nitrogenados, pois quando em contato com a água, a possibilidade de volatilização desses fertilizantes é menor.

Essencialidade do N

A importância da adubação nitrogenada é observada na maior altura de inserção da primeira espiga. O nitrogênio aumenta o crescimento da planta, o número e comprimento dos internódios.

Isso porque é um nutriente que está envolvido em diversos processos fisiológicos das plantas. Pesquisadores, ao estudarem aspectos morfofisiológicos de plantas de milho em resposta à adubação nitrogenada e à inoculação, obtiveram nos tratamentos com a aplicação de doses de N, incremento em todos os atributos vegetativos analisados.

Destaque para o diâmetro do caule, enquanto na ausência do fertilizante, notou-se menor desenvolvimento vegetativo das plantas. Este comportamento demonstra a importância do N para as culturas, uma vez que é um macronutriente essencial.

Erros e acertos

Os principais erros na adubação nitrogenada são: aplicar em horários muito quentes e com pouca umidade, aplicar em períodos muito secos e quantidades do fertilizante sem a instrução correta de um profissional.

Avaliar desde o desenvolvimento inicial até o momento da colheita pode proporcionar aos agricultores dados concretos voltados à cultura, otimizando a produção mesmo em condições desfavoráveis para o desenvolvimento da mesma.

Portanto, o monitoramento deve ser realizado ao longo do desenvolvimento da cultura, verificando a presença de deficiências, e quando encontradas, proceder à adubação correta para solucionar o problema.

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