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Efeitos da guerra na cafeicultura

Crédito Marcelo André

A Rússia deve perder 968 mil sacas de demanda até o final do ciclo 21/22, se o conflito durar até setembro. Os relatórios locais sugerem estoques normais até julho, ao menos, mas sofrendo uma alta repentina de 20% nos preços para o consumidor final, de acordo com análises da hEDGEpoint Global Markets, companhia de hedge, gestão de risco e inteligência de mercado para commodities agrícolas e de energia.

A demanda ucraniana será parcialmente transferida a países vizinhos, especialmente dentro dos números da União Europeia. Ainda assim, a demanda por café também deve cair para o menor nível em 20 anos devido ao deslocamento de um quarto da população do país, na avaliação da analista de Café da hEDGEpoint, Natália Gandolphi.

As mudanças no lado da oferta pouco compensaram a queda na demanda. Estimado em 1,3M sacas, o saldo em 22/23 se torna positivo.

Olhando para o cenário Rússia-Ucrânia, esperamos que a demanda caia 1,26 milhão de sacas em 2021/2022 em relação à estimativa inicial — considerando apenas os impactos o conflito. Para o ciclo de 2022/2023, a queda esperada é de 2,16 milhões de sacas em relação à estimativa original.

No geral, a demanda global sofre com o conflito e, portanto, apresenta taxas de crescimento mais baixas (1,86% em 21/22 e 1,98% em 22/23).

Ainda assim, dada a proporção da quebra de safra do Brasil, o ciclo 21/22 continua com déficit acentuado, o que pode fornecer algum suporte. No entanto, o sentimento de destruição de demanda tem desencadeado correções no mercado, e isso pode continuar.

Confira aqui o relatório completo.

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