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quarta-feira, julho 6, 2022
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Floresta de eucalipto

Produtividade e rentabilidade

Madeira – Crédito: Ana Maria Diniz

O eucalipto é a espécie arbórea de uso industrial mais plantada no Brasil. Suas folhas e madeira podem ser utilizadas para diferentes fins, como: energia, celulose e papel, laminação, serraria, medicamentos, cosméticos, tecidos e alimentos.

O ciclo do eucalipto depende das condições do clima e solo da propriedade e da finalidade para qual será usada a madeira. Pode-se iniciar o corte a partir dos seis e oito anos de idade para a produção de lenha, carvão vegetal, mourões e para celulose. Em plantios destinados para a produção de madeira serrada, o corte normalmente é feito após os 12 anos de idade das plantas.

Uma característica interessante da planta de eucalipto é que há a rebrota. Ou seja, depois do primeiro corte há a brotação de uma nova planta no toco (cepa) que ficou no solo. A rebrota pode ser utilizada para mais dois cortes. Essa característica é uma vantagem para o produtor que, com apenas um plantio, pode realizar três colheitas.

Florestas plantadas gerando lucros

Além da participação econômica, o segmento de florestas plantadas promove a inclusão social via geração de empregos, impactando 3,8 milhões de pessoas direta e indiretamente, somando empregos diretos (0,5 milhão) e indiretos, incluindo o setor primário e processamento industrial.

Toda a floresta plantada no Brasil, com diferentes espécies de árvores, ocupa uma área de 7,83 milhões de hectares e se destinam aos mais variados usos:

• 36% papel e celulose;

• 29% madeira em tora;

• 12% siderurgia a carvão vegetal;

• 10% em ativos florestais (Timos);

• 6% painéis de madeira e pisos laminados;

• 4% produtos sólidos de madeira;

• 3% outros segmentos.

De toda essa floresta, 73% (5,7 milhões de hectares) são ocupados pelo plantio de árvores de eucalipto. E esse plantio é localizado principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A produtividade das florestas plantadas no Brasil vem aumentando. Em 2020, mesmo com condições climáticas não muito favoráveis, houve um crescimento de 0,5% na produtividade do eucalipto. Esse aumento se deu pelo investimento em pesquisa genética para o aperfeiçoamento de técnicas de manejo florestal e melhoria das espécies produzidas.

Espécies de eucalipto mais utilizadas no Brasil

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), mais de 600 espécies do gênero Eucalyptus apresentam potencial em plantações industriais.

No entanto, aproximadamente 20 espécies são comercialmente cultivadas no mundo. Muitas delas apresentam resistência ao cancro, uma doença importante para a cultura do eucalipto que é causada por várias espécies de fungos (Cryphonectria cubensis, Valsa ceratosperma – fase sexuada, e Cytospora spp. – fase assexuada e Botryosphaeria ribis).

Uma das espécies mais amplamente distribuídas no mundo e a mais plantada no Brasil, o Eucapyptus grandis ocorre naturalmente em regiões de clima quente e úmido, com temperaturas que variam entre 3,0 a 32°C.

Principais usos do Eucalyptus grandis

Além de ser a maior fonte de matéria-prima para a indústria de celulose no Estado de São Paulo, a espécie E. grandis também é recomendada para serraria e laminação. É amplamente utilizada para produzir caixas e para a construção. Por somente produzir madeira de alta densidade a partir do 12º ano após o plantio, essa espécie não é recomendada na indústria de geração de energia.

Eucalyptus urophylla

Por apresentar tolerância ao cancro, esta espécie é recomendada para regiões tropicais quentes e úmidas. A árvore apresenta rápido crescimento, média a alta densidade de madeira, com diâmetro acima de 1,2 metros e podendo atingir mais de 50 metros de altura. A maior plantação desta espécie no mundo é localizada no Brasil.

Devido à elevada densidade de madeira, E. urophylla é recomendada para a indústria energética na produção de carvão e de construção por apresentar alta resistência, sendo utilizada para produzir móveis, muros e quebra-vento.

Eucalyptus benthamii

Esta espécie é conhecida por ser tolerante a geadas. Esta característica é interessante para regiões em que a temperatura média anual seja de aproximadamente 14°C, por isso, no Brasil seu cultivo ocorre em regiões subtropicais.

As árvores possuem alta produtividade e atingem, em média, 50 metros. A preferência para cultivo é em solo com presença de argila e profundidade entre 0,5 a 1,5 metros.

Árvores da espécie E. benthamii são recomendadas para reflorestamento, indústria de celulose e produção de lenha, carvão e serraria.

Eucalyptus saligna

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