Híbrido de beterraba resistente

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Mateus Barreto Consultor Técnico de Vendas – Bejo Brasilbarreto@bejo.com.br

Paulo ChristiansDiretor – Bejo Brasilp.christians@bejo.com.br

Beterraba – Foto: Bejo

A rhizomania é uma nova doença que ataca a beterraba e provoca perdas significativas. É um vírus transmitido por um fungo de solo que, uma vez instalado, não tem mais controle. A solução é o plantio de variedades resistentes.

Hoje se tem confirmadas algumas regiões no Estado de São Paulo, principalmente em São José do Rio Pardo, com danos causados por rhizomania.

Sintomas e prejuízos

Dependendo do nível de infestação, muitas das beterrabas não terão valor comercial pelos sintomas causados às raízes. Os sintomas começam por reboleiras no campo, mas podem estar presentes em toda a área.

Inicialmente se vê um amarelecimento nas folhas, típico de viroses, em reboleiras, depois começamos a ver muitas radicelas finas, formando uma espécie de “barba” na beterraba.

Há, ainda, perda de muitas folhas, o que faz a beterraba formar uma espécie de pescoço.

Entre os fatores que causam a rhizomania está a contaminação do solo. A disseminação se dá principalmente por água superficial, sob temperaturas entre 25 e 35ºC e pela movimentação de terra em implementos ou agarrada às próprias raízes.

Formas de controle (preventiva e curativa)

Infelizmente, ainda não há controle químico ou manejo conhecido. Assim, a única solução que o produtor tem disponível é a genética resistente. Além disso, é preciso ter cuidado com implementos ou movimentação de solo contaminado.

O primeiro híbrido de valor comercial disponível no mercado é o Manzu, da Bejo. Muitos novos materiais da mesma empresa estão em fase de introdução comercial.

A diferença de produtividade em solos contaminados pode ser enorme; pode significar colher volumes comuns para beterrabas em áreas sadias, se a cultivar for resistente, ou não colher nada, com uma cultivar suscetível.