O 7º Congresso Brasileiro de Tomate Industrial é o principal evento da área no país

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Goiânia recebe a 7ª edição do Congresso Brasileiro de Tomate Industrial

A integração agrícola e industrial foi a temática escolhida para o evento. Um dos pontos altos será a comemoração do centenário da agroindústria do tomate no Brasil

Tomate indústria  - Crédito Goiás Verde Alimentos
Tomate indústria – Crédito Goiás Verde Alimentos

Entre os dias 26 e 28 de novembro Goiânia será sede do 7º Congresso Brasileiro de Tomate Industrial (CBTI). O evento deste ano tem como tema  “Integração Agrícola e Industrial“ e o objetivo é promover discussões sobre as transformações da cadeia agroindustrial ao longo dos anos. O evento abordará questões que envolvem o relacionamento do setor responsável pela produção de matéria-prima do tomate com o segmento de processamento industrial. A última edição do CBTI aconteceu em 2012.

O CBTI será realizado no Centro de Convenções de Goiânia. Além de palestras, painéis e minicursos voltados à pesquisa, inovações e tendências, a 7ª edição do CBTI também celebrará o centenário da agroindústria do tomate no Brasil. A palestra “Agroindústria do tomate no Brasil: 100 anos de história e evolução“, que será  proferida pelo professor Dr. Paulo César Tavares de Melo, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), e coordenador geral do 7º CBTI, será um dos pontos altos do Congresso. Paralelo ao evento acontece a Feira de Produtos e Negócios 2014, onde fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos apresentarão novidades e tendências em torno da área agrícola.

De acordo com o Dr. Paulo César Tavares de Melo, o 7º CBTI é uma oportunidade para conhecer o que há de melhor e mais moderno nesse importante mercado que movimenta o agronegócio brasileiro. “No que diz respeito ao tomate industrial, sabemos que mudanças significativas aconteceram no processo de produção e industrialização nestes últimos 100 anos. Mas agora precisamos ter um olhar no futuro, principalmente no que se refere às dificuldades de cultivo e manejo que refletem diretamente no processamento. Por isso a importância do diálogo e da integração entre os elos desse sistema. Esta edição do CBTI  também trará as últimas novidades do mercado que fornece insumos, máquinas e serviços aos produtores e industrias que usam o tomate como principal negócio“, diz.

Goiás – De acordo com dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG), a safra de tomate industrial estimada para Goiás em 2014 é de pouco mais de 1,1 milhão de toneladas numa área plantada de 14.500 ha. Com este número, o Estado tem uma participação de aproximadamente 65% de todo o tomate industrial plantado no Brasil. A produtividade de Goiás para este ano varia entre 80 e 84 toneladas e coloca o Estado como principal produtor do País. Entre as principais cidades que cultivam o tomate industrial em Goiás estão Cristalina, Morrinhos, Itaberaí e  Silvânia. Essa posição privilegiada no ranking de cultivo e processamento do tomate industrial se dá por conta dos aspectos climáticos e tipo de solo favoráveis para a cultura do fruto, o que atrai cada vez mais os olhares dos produtores e indústrias para o centro-oeste brasileiro. Atualmente estão instaladas em Goiás 12 indústrias de processamento desta matéria-prima. A primeira destas foi fundada há mais de 27 anos.

Brasil – A safra brasileira de tomate industrial é estimada em 2014 em mais de 1,9 milhão de toneladas. Os números colocam o País como o 7º produtor de tomates para processamento no mundo.

Tomate industrial
O fruto conhecido como tomate industrial, ou tomate rasteiro, tem sua produção destinada ao processamento. Ele é matéria-prima dos produtos atomatados e os mais comuns são os extratos, molhos, catchups e outros derivados. Um dado curioso é que mesmo com elevada produção, o Brasil importa todos os anos de 60 a 70 mil toneladas de atomatados para suprir a demanda industrial.

Sobre o 7° CBTI
O 7º Congresso Brasileiro de Tomate Industrial, que  acontece entre os dias 26 e 28 de novembro em Goiânia,  é uma realização de Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), Universidade Federal de Goiás (UFG), Embrapa Hortaliças e Associação Brasileira de Horticultura (ABH). A organização do evento está a cargo da WIN Eventos.