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Setor de FFLV fecha ano estável e projeta crescimento em 2024

A IFPA (International Fresh Produce Association), entidade mundial que representa setor de frutas, flores, legumes e verduras, termina 2023 com o setor otimista pelos números no mercado interno, o aumento das exportações da fruticultura e o enfrentamento dos impactos climáticos.
Líderes do setor de FFLV traçaram um balanço positivo: Antonio Carlos Rodrigues, diretor região sudeste do IBRAFLOR e presidente do CEAFLOR, disse que o setor fecha o ano com 8% de crescimento. O presidente da CNEVeg e conselheiro da Ibrahort, Paulo Schincariol, informa que o segmento de hortaliças ainda não recuperou os índices pré-pandemia e que os problemas climáticos impactaram significativamente o preço ao consumidor de alguns produtos, como brócolis e alface, mas há muitas oportunidades para nichos como saladas prontas e desenvolvimento de áreas de produção em microclimas no Nordeste e no Cerrado.
O CEPEA, que analisa 1200 produtores de 13 cadeias de hortaliças, apresentou um desenho das tendências bem positivo. Margarete Boteon, da Esalq/USP e diretora do Cepea, acredita que os impactos do El Niño e das mudanças climáticas serão um desafio para o verão das hortaliças, mas a previsão para o primeiro semestre de 2024 é manter exportação e a estabilidade de área de cultivo in natura.
O varejo também aposta no aumento do consumo de FLV, como explicou Marcio Milan, VP da Associação Brasileira de Supermercados, para a IFPA. “Os supermercados investiram em áreas de produtos frescos mais atraentes. Se só 22% dos brasileiros consomem os 400g diários de FLV indicados pela FAO, existe uma imensa oportunidade de crescimento. Precisamos aproveitar essa oportunidade para criar campanhas de alimentação saudável e benefícios do FLV”.
A IFPA fecha o ano com 125 empresas associadas, oito campanhas de sazonalidade, mais de 30 workshops para o varejo, uma performance excelente do The Brazil Conference – a feira de negócios que reuniu 2.500 profissionais do setor, entre associados e convidados, que rendeu R$ 140 milhões como estimativa de negócios gerados.

“Nosso propósito é dar conhecimento, promover campanhas de incentivo ao consumo e gerar um ambiente de negócios próspero que beneficie toda a cadeia: da sementeira ao varejo, do produtor ao distribuidor, da embalagem aos treinamentos para vender mais e melhor. Somos empresas à céu aberto, sofremos impactos ambientais, geramos milhões de empregos e temos o privilégio de produzir comida de verdade, que está no prato do cidadão diariamente de forma segura e de qualidade. 2024 será um ano de muito trabalho para aumentar o consumo de FFLV”, diz Valeska de Oliveira Ciré, gestora da IFPA no Brasil.

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