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Versão ‘mini’ de frutas e hortaliças ganha espaço no mercado nacional

 

Versão 'mini' de frutas e hortaliças ganha espaço no mercado nacional
Versão ‘mini’ de frutas e hortaliças ganha espaço no mercado nacional

Já não é mais tão raro ir ao mercado e encontrar cenouras, brócolis, tomate e cebola em tamanho reduzido, em uma prateleira reservada nos supermercados, certo? Isso vem acontecendo devido à procura por alimentos em porções menores, que sejam higienizados e embalados já prontos para o consumo.

As pequenas hortaliças possuem alto valor agregado e um sabor naturalmente mais agradável. As sementes são importadas dos Estados Unidos e da Europa, pois esse mercado ainda é pequeno no Brasil.

A cenoura e a beterraba, por exemplo, são processadas de seu tamanho normal para a versão miniatura, sendo vendidas em embalagens de 100 a 250 gramas. A tecnologia da produção inclui a escolha das variedades ideais, de boa produtividade e tolerância a doenças.

No caso do minitomate, também conhecido como sweetgrape, o diferencial é o sabor adocicado e menos ácido. Para que ele tenha esse sabor, é preciso um manejo especial, sendo recomendado que seja produzido em estufas e depois transportado para vasos.

Segundo o Sebrae, o ciclo da semeadura até a colheita dura 120 dias e o principal custo é com a mão de obra, já que o cultivo é todo manual. O produtor deverá preocupar-se somente com as aquisições de sementes importadas, adubo, defensivos químicos, irrigação, mão de obra e estufa, somando um gasto que pode chegar a R$ 29 mil, podendo receber R$ 4 por quilo do minitomate.

Origem

As versões ‘mini’ de hortaliças e frutas são criadas por meio do melhoramento genético focado na seleção de órgãos de tamanho reduzido, que sofrem processamento mínimo e têm seu tamanho reduzido também podem ser chamadas de mini.

José Roberto Prado, diretor comercial da Itaueira, relata que, apesar de serem todas pequenas, existe uma diferença entre elas: “as mini-hortaliças são produzidas a partir de sementes híbridas, que passaram por um programa de melhoramento genético. As hortaliças “baby“ são cultivadas a partir de variedades comuns, porém, são colhidas antecipadamente para conseguirem tamanho reduzido“, informa.

Opções variadas

No caso das frutas, a Itaueira produz a versão mini da melancia, que é bem redondinha, de casca verde e a polpa vermelho intenso, muito doce e saborosa, com micro sementes comestíveis, facilitando seu preparo e o consumo pelas crianças.

Esta é uma fruta com todas as propriedades da mini melancia: pequena, prática – fácil de carregar e guardar e ainda mais fácil de comer, já que suas sementes são praticamente imperceptíveis; com a vantagem de ser mais saborosa que as demais, característica típica das frutas Rei, que é a marca da empresa.

“Para produzir a mini melancia sem sementes temos que plantar um material com semente, que não tem valor comercial, para cada duas sem sementes para que ocorra a polinização, ou seja â…“ do que plantamos não vamos colher. Para conseguir o cultivo da Mini Melancia Rei a Itaueira dedicou quatro anos de testes com a variedade e aprimoramento do manejo integrado de pragas“, revela José Roberto.

Mini melancia produzida pela Itaueira - Crédito Itaueira
Mini melancia produzida pela Itaueira – Crédito Itaueira

Manejo

O negócio da Itaueira não é só produzir frutas, mas também sabor. “Isso é difícil e demorado, por isso levamos tanto tempo para lançar a variedade. O cultivo da mini melancia Rei exige muita atenção. Como a fruta não tem sementes, não há polinização. Então, é preciso alternar a plantação com outra variedade de melancia para que haja a reprodução. Por isso, que o custo de produção é maior. Também temos 2,5 mil colmeias para polinizar o cultivo“, detalha o empresário.

Ainda segundo ele, todas as áreas contam com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), em que só se aplica algum defensivo agrícola quando necessário, conforme o monitoramento fitossanitário no campo demonstrar risco de ultrapassagem do nível de dano agronômico à cultura.

A colheita da mini melancia é definida de acordo com o desenvolvimento agronômico local da cultura. Somente quando a maturação no local atinge o ponto máximo, com resistência pós-colheita garantida, é que se iniciam os cortes, e somente das frutas maduras. Isso implica mais custos no campo e na colheita, segundo José Roberto.

Mercado

A Mini Melancia Rei atende a dois nichos de mercado: consumidores à procura de frutas mais saborosas que as encontradas normalmente nas prateleiras dos supermercados, que buscam uma experiência de prazer ao consumir uma fruta; e pessoas que buscam frutos menores, com peso situado na faixa de um a três quilos e que não ocupem espaço excessivo nos refrigeradores – ideais para famílias pequenas e pessoas que moram sozinhas.

 

 

Essa matéria completa você encontra na edição de março 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

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