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Vitales firma parceria com unidade Embrapii-Esalq

Com aporte de R$ 1,3 milhão, empresa do Grupo Uby Agro desenvolverá biodefensivos com tecnologia inovadora para o combate de pragas, visando impulsionar sua atuação e competitividade nesse mercado.

A Vitales, em sintonia com a estratégia de inovação e apoio à pesquisa do Grupo Uby Agro do qual faz parte, anuncia o investimento de R$ 1,3 milhão para o desenvolvimento de quatro novos bioprodutos agrícolas. A iniciativa acontecerá em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), de Piracicaba (SP) – um dos principais polos de ensino e pesquisa em Ciências Agrárias no país –, e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Emprapii), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e ao MEC, que desde 2013 fomenta projetos de inovação através de parcerias entre empresas, universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas em todo o Brasil.

Fernando Sousa, gerente de Marketing da Vitales
Créditos: Divulgação

Na fase inicial dessa parceria inédita serão desenvolvidos com a Esalq um bioinseticida, um biofungicida, um bionematicida e um bioinoculante à base de fungos e bactérias para controle de pragas agrícolas, nematoides e doenças agrícolas, com aplicação e foco principal nas grandes lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e pastagens. A previsão é que, ultrapassadas todas as etapas de estudos, testes e aprovações, todas as soluções sejam lançadas nos próximos três anos no mercado.

“São projetos de grande abrangência e complexidade, cujos processos incluem o screening (triagem e seleção) de microorganismos mais promissores, bioensaios, formulação, testes de eficácia em campo, estudos toxicológicos e ecotoxicológicos. Em todas as fases de desenvolvimento dos produtos, há um gerenciamento rigoroso da Embrapii sobre todas as etapas e os processos realizados dentro do laboratório da Esalq”, explica Fernando Sousa, gerente de Marketing da Vitales.

O objetivo da empresa é continuar investindo nesse modelo de parceria, prevendo investimentos da ordem de R$ 20 milhões destinados à pesquisa nos próximos três anos. O propósito é o de impulsionar cada vez mais sua atuação no mercado de bioprodutos, com soluções inovadoras de maior espectro de ação que ainda não existem no segmento e que apresentam maior eficiência, prazo de validade alto, e praticidade para o produtor, podendo serem associados a outros produtos químicos.

Parceria de sucesso

Fernando Sousa acredita que esse tipo de parceria para pesquisa e inovação é estratégica para a Vitales, que busca ampliar sua competitividade em curto, médio e longo prazos. “Estamos construindo um negócio baseado em inovação aberta com relações com instituições públicas de pesquisa de excelência, que são referência no segmento do agro, para desenvolver soluções inovadoras, eficazes e completas que serão novidades no mercado quando forem lançadas. Nesse modelo todos ganham, já que essa categoria de produtos biológicos cabe às instituições um percentual de venda por meio de royalties”, assinala.

Outras vantagens e diferenciais dessa iniciativa da Vitales, segundo Sousa, é o acompanhamento rigoroso de todas as etapas de desenvolvimento dos produtos, além de poder contar com estruturas modernas instaladas nos laboratórios credenciados pela Embrapii, como o da Esalq, com competência tecnológica, equipamentos de última geração e equipes de pesquisadores com PhD altamente qualificadas para a execução dos projetos. Outro fator importante, de acordo com ele, é a agilidade dos processos em relação à redução dos prazos de negociação dos projetos e fechamento dos contratos.

“Antes da criação da Embrapii, havia um longo caminho para as empresas ligadas ao agronegócio, que queriam investir nessa modalidade de parceria, em razão de uma série de trâmites burocráticos que levava por vezes de seis a oito meses até o projeto ser aprovado. Já com a gestão e chancela em apenas dois meses, ou seja, em ¼ do tempo”, aponta o gerente.

Além disso, segundo Sousa, “Se fossemos financiar sozinhos todo o projeto, teríamos que investir cerca de R$ 2,6 milhões. Pelo acordo com a Embrapii, somos responsáveis pela metade desse investimento, ou seja, R$ 1,3 milhão. A entidade, por sua vez, que coordena todo o projeto, aporta 30% dos recursos não reembolsáveis e os outros 20% são custeados pela instituição de pesquisa, neste caso, a Esalq. Com isso, o risco é compartilhado entre os participantes”, ressalta.

Coordenada pelo professor Italo Delalibera Júnior, a unidade Embrapii-Esalq possui ampla expertise no desenvolvimento de bioinsumos e processos biotecnológicos aplicados à agricultura. De acordo com ele, a parceria com a Vitales proporcionará uma série de benefícios não só para a empresa e a universidade como para agricultores e a sociedade em geral. “O projeto vai trazer ao mercado soluções inovadoras para atender as demandas dos agricultores por produtos de alta performance.  A empresa entregará bioinsumos customizados com exclusividade de uso.  As tecnologias e os processos gerados vão promover mudanças sustentáveis e de grande retorno para a sociedade”, ressalta o docente.

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