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quarta-feira, abril 24, 2024
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Crédito rural e as melhores opções para o produtor rural

O crédito rural é um importante instrumento financeiro destinado a promover o desenvolvimento agrícola e pecuário, atendendo às necessidades de produtores rurais no campo.

Francimalba Francilda de Sousa
Engenheira agrônoma e doutoranda em Engenharia Agrícola – FCA/Unesp
ff.sousa@unesp.br
Lucas Henrique Silva Pinheiro
Engenheiro agrônomo e mestrando em Engenharia Agrícola – FCA/Unesp
silva.pinheiro@unesp.br

Alguns dos principais riscos presentes nas cadeias produtivas do agronegócio incluem fatores climáticos, erros operacionais, de crédito, de mercado e incertezas quanto ao preço que será praticado na hora da colheita.
Na maioria, percebe-se que os principais desafios são relacionados aos fatores climáticos, já que a produção é afetada, principalmente, pela sazonalidade do clima. No período de verão, ocorre a falta de chuvas. No período de inverno, época das chuvas, há o excesso de água, dificultando o cultivo de algumas espécies.

Foto: Depositphotos

O grande gargalo

Esta situação vai de encontro à questão econômica de alguns produtores. A pergunta é: mesmo com todos os problemas citados, seria possível a venda desses alimentos obtendo um bom valor por eles? Se um dos problemas se refere às restrições naturais, ambientais, outro se refere aos aspectos econômicos, ou seja, aos preços pagos.
Em relação a esta questão, pesquisadores salientam que a grande maioria dos produtores rurais não analisa seus custos antes de fixar o preço de venda em seus produtos, baseando-se apenas nos concorrentes ou no preço médio do mercado, às vezes até mesmo sem avaliar os custos e despesas da produção.
No entanto, esses agricultores têm diferentes fontes de renda, o que compensa a falta de algum produto a ser comercializado devido ao período de entressafra.

Custos produtivos

No Estado do Mato Grosso, um estudo foi apresentado pelo IMEA. Nele, foi apontado que a mão de obra lidera como principal desafio enfrentado em Mato Grosso para 44,47% dos produtores entrevistados na agricultura e 11,22% na pecuária.
Os custos operacionais vêm em seguida, na opinião de 35,43% dos agricultores e 9,44% dos pecuaristas, enquanto o clima aparece em terceiro lugar para 30,65% dos agricultores e 6,89% dos pecuaristas.
Isso gera muita discussão, pois o estado é um dos maiores produtores do país, assim como aquele que investe bastante na tecnologia dentro do campo – os produtores são altamente tecnificados e interessados no aumento de produção sustentável. Então, suas dificuldades são mais relacionadas à mão de obra qualificada e custos operacionais.

Planejamento da próxima safra

A situação atual aponta para um recorde na produção de várias commodities agrícolas no país, um dos principais produtores agrícolas do mercado internacional. Os dados mostram, também, que há um movimento de queda nos preços domésticos e internacionais de alguns dos principais produtos, como soja, milho e trigo sem expectativas de alta nos próximos meses.
O cenário sinaliza que o panorama é desfavorável para o país. Essa baixa de valores das principais commodities agrícolas do país não contribui para a estimativa de crescimento da economia brasileira no ano de 2023.
No cenário econômico atual, existe uma forte demanda por commodities, o que vem contribuindo para a expansão do agronegócio e criando infinitas possibilidades em toda a cadeia produtiva, mas por norma todo investimento vem acompanhado de grandes riscos, que muitas vezes fogem ao controle do produtor.
Com isso, é importante manter-se bem informado quanto aos valores das commodities diariamente, para seguir com um planejamento adequado e sem prejuízos.

Alternativas para uma melhor gestão agrícola

A baixa de preços é reflexo da crise econômica mundial, que experimenta um pequeno déficit e, em consequência, pode acumular divisas estrangeiras e equilibrar sua balança de pagamentos.
É fundamental que países exportadores de commodities estejam atentos aos efeitos desses desafios, principalmente relacionados às decisões dos mercados locais, como novas políticas de produção e alterações no padrão de consumo, que podem promover mudanças nos sistemas globais.
Isso porque as restrições de exportações de commodities tendem a reduzir os preços dos produtos dentro do país, ao passo que reduzem também a disponibilidade nos mercados mundiais e pressionam a elevação do preço internacional.
Durante a produção, é muito importante aprender a melhor forma de manusear e armazenar os produtos para evitar que se perca parte daquilo que foi produzido, aumentando os custos operacionais.
Devem ser tomadas providências para melhorar os processos logísticos e, se possível, entregar os produtos em locais próximos ao campo. A tecnologia pode ser uma aliada para aprimorar esses processos por meio de softwares de controle.
Muitos campos ainda têm pouca mão de obra especializada – não é comum ouvir uma pessoa jovem falar que quer trabalhar em uma lavoura presentemente. A maioria procura investir em outra carreira. Como consequência, o agro enfrenta dificuldades para encontrar trabalhadores qualificados, o que pode comprometer o seu crescimento a médio prazo, pressionando custos com outros métodos, como uso intenso de tecnologia.
Sendo assim, as pessoas envolvidas com o agronegócio precisam, além de investir em tecnologias, fazer desse um empreendimento atrativo para tentar despertar o interesse de jovens profissionais.
E não podemos deixar de citar a alta carga tributária que influencia diretamente o preço dos alimentos e produz reflexos na população. Muitos empreendimentos são inviabilizados em razão do custo fiscal. Essa realidade penaliza o agronegócio e limita o seu potencial competitivo, pois é incapaz de competir com países onde esse fator é mais justo.

Os limites de crédito, os prazos para pagamento e as taxas de juros são diferentes em cada categoria.
Vamos a elas:

  • Pronaf Custeio: concede apoio financeiro a atividades agropecuárias e não agropecuárias em unidades familiares de produção rural. A renda bruta da família deve ter sido de até R$ 500 mil nos últimos 12 meses e a propriedade não pode ultrapassar quatro módulos fiscais de área.
  • Pronaf Custeio Agroindústria: voltado tanto para pessoas físicas quanto empreendimentos familiares rurais e cooperativas. Os itens financiáveis dizem respeito ao beneficiamento e à industrialização da produção, além de apoio na formação de estoque e na comercialização dos produtos. Um exemplo prático é o adiantamento por conta do preço da mercadoria entregue para venda.
  • Pronamp Custeio: esse programa do Plano Safra abrange produtores rurais que exploram a terra como proprietários, posseiros, locatários ou parceiros. A renda bruta deve ser de até R$ 2,4 milhões por ano. O limite de crédito e a taxa de juros são um pouco mais elevados, em comparação ao Pronaf.
  • Demais produtores: caso o beneficiário tenha uma renda bruta anual acima de R$ 2,4 milhões, então não se enquadra nos critérios do Pronamp. Para conseguir crédito rural, deverá arcar com juros de 12% ao ano. O financiamento, que pode chegar a R$ 3 milhões por ano agrícola, é usado nas despesas normais da lavoura ou da exploração pecuária.
Recorde na produção de várias commodities agrícolas no país
Créditos: Divulgação

Alternativas

O financiamento de um imóvel ou a compra de outros bens para a fazenda são investimentos que podem fazer grande diferença no desenvolvimento do seu negócio. E com o consórcio rural, você tem uma boa opção para reduzir custos. Afinal, geralmente os bens comprados fora do consórcio podem sair mais caros.
Dentre outras vantagens do consórcio, você pode ser contemplado já no primeiro sorteio e obter o seu bem à vista.

Qual é o melhor?

Como podemos ver, o crédito rural é um recurso financeiro utilizado pelos agricultores que precisam investir em suas propriedades e obter insumos para suas propriedades, e assim melhorar suas produções.
O diferencial deste tipo de financiamento está nas condições especiais de pagamento e nos juros menores, se comparado aos oferecidos pelos bancos e cooperativas de crédito.
Com isso, o crédito rural representa uma ótima alternativa para produtores que desejam expandir ou aumentar seu negócio e investir na aquisição de equipamentos e máquinas agrícolas.
No entanto, existem desafios para conseguir crédito rural, e não são fáceis. O acesso ao crédito rural se dá por meio de bancos oficiais, sendo preciso apresentar uma série de documentos pessoais e da propriedade rural.
Além disso, é preciso, ainda, que seja elaborado um projeto detalhado sobre como e em quanto tempo o dinheiro será aplicado, o que requer acompanhamento técnico. Neste contexto, a elaboração do projeto para acesso ao crédito é uma das partes mais difíceis de serem feitas, e depois ainda é preciso esperar a resposta do banco, o que leva cerca de 60 a 90 dias, em média, sendo que ainda podem ser requeridas correções.
Com isso, o que pode ser feito para agilizar esse processo seria atendimento digital, não ser obrigado a ter uma abertura de conta para o cadastro, parcelamentos e taxas personalizados, e com isso a liberação do dinheiro em menos tempo.

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