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Investimento em nematicidas cresce 10 vezes

Destaque para tecnologia nacional de No-Nema, da Vittia, que acaba de confirmar mais um alvo reconhecido pelo MAPA.

Um problema de grandes proporções, causado por pragas microscópicas de, no máximo, três milímetros. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), os prejuízos causados pelos nematoides nas lavouras do país chegam a R$ 35 bilhões anuais; sendo R$ 15 bilhões somente nas de soja. Causadores de perdas de até 90% nas lavouras, esses parasitas vivem nos solos e se alimentam das estruturas subterrâneas das plantas, como raízes, bulbos e tubérculos. Além disso, liberam toxinas que causam necroses e abrem portas a outros patógenos causadores de doenças nos cultivos.

Créditos: Divulgação

De olho no manejo preventivo e no controle da incidência, o investimento dos produtores brasileiros em nematicidas cresceu dez vezes nas últimas oito safras, passando de R$ 160 milhões em 2014/15 para R$ 1,56 bilhão na safra 2021/22. Os dados estão no estudo FarmTrak, da Kynetec, que revela ainda que as soluções biológicas são a principal opção dos brasileiros para este controle. Enquanto o investimento dos produtores em nematicidas biológicos somaram R$ 1,2 bilhão (75% do mercado total), os nematicidas químicos movimentaram R$ 395 milhões, (ou 25% de participação). Vale destacar que em 2015 os químicos respondiam por 94% deste mercado, enquanto os biológicos levavam uma fatia de apenas 6% nas vendas.
 

Dentre os produtos disponíveis para o manejo de fitonematoides aprovados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), um microbiológico com tecnologia 100% nacional é destaque. O No-Nema, da fabricante brasileira Vittia, se diferencia por estar entre as poucas tecnologias no mercado nacional com ação nematicida e fungicida e que apresentam atuação comprovada também para aplicação via foliar. “A aplicação de No-Nema via semente ou sulco de plantio é a primeira base de proteção para o controle de nematoides e doenças radiculares. A aplicação foliar é um segundo estímulo de proteção, com um grande diferencial: a indução de resistência das plantas”, explica Jéssica Brasau, Gerente de P&DI da Vittia.

Ela explica que além de prejuízos imediatos, como a redução do número de plantas devido a podridão e tombamento, a presença de fitonematoides e doenças radiculares no solo tem outros reflexos continuados, como diminuição no porte de plantas, amarelecimento da cultura, menor absorção de água e nutriente, e, assim, forte impacto na produtividade, além de prejudicar as culturas e plantios seguintes. “O problema tende a aumentar se não controlado, por isso seguimos com os estudos que comprovaram a eficácia da aplicação via foliar, inclusive com a possibilidade de potencializar o manejo já realizado no tratamento de sementes ou sulco de semeadura, tornando a proteção mais completa no controle de nematoides. Além da versatilidade quanto à aplicação, No-Nema conta com formulação exclusiva e super concentrada, com o agente de biocontrole Bacillus amyloliquefaciens BV03, que garante maior eficácia de ação neste combate”, ressalta.

Registro de novo alvo

Se o No-Nema já era uma das principais ferramentas dos produtores para o controle biológico de fungos e nematoides do solo, a Vittia está preparada para que ele supere cada vez mais as expectativas dos produtores. O produto, que contava com 6 alvos em seu registro, acaba de receber chancela de eficácia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), contra mais um alvo. Entra agora para a lista de controle o Helicotylenchus dihystera, ou nematoide espiralado, que tem sido motivo de preocupação pelo aumento populacional nas análises nematologicas em diversas regiões do país.

O Helicotylenchus dihystera é um nematoide que ataca várias culturas agronômicas importantes, inclusive as principais como a soja e o algodão. Ao inserir o estilete para alimentação, este nematoide prejudica a absorção de água e nutrientes pela planta, além destas aberturas ou “ferimentos” serem portas de entrada para outras doenças radiculares, reduzindo o desenvolvimento e produtividade da cultura.

Ressaltando que a presença de nematoides favorecem os danos ocasionados por fungos radiculares, o No-Nema possui proteção completa comprovada para: Fusarium verticillioides (Podridão das raízes), Macrophomina phaseolina (Podridão cinzenta), Meloidogyne javanica (Nematoide-das-galhas), Meloidogyne incognita (Nematoide-das-galhas), Heterodera glycines (Nematoide-de-cisto), Pratylenchus brachyurus (Nematoide-das-lesões) e agora para Helicotylenchus dihystera (Nematoide espiralado).
 

“Além do controle altamente eficaz e seguro dos fitonematoides, o No-Nema tem conquistado mercado rapidamente porque confere ainda diversos outros benefícios às plantas, como um melhor desenvolvimento radicular, melhor estabelecimento nas áreas e, inclusive, maior tolerância a condições adversas”, conclui Jéssica Brasau.

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