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quinta-feira, abril 18, 2024
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Manejo inicial de bezerras é essencial na pecuária leiteira

A produção leiteira é uma atividade multidisciplinar que engloba uma série de etapas e os detalhes podem representar a diferença entre o lucro e o prejuízo. “Tudo começa com a criação adequada das bezerras e os cuidados essenciais logo após o seu nascimento. O desenvolvimento adequado e a baixa taxa de mortalidade são objetivos a serem atingidos nesse período e estão normalmente associados às boas práticas de nutrição, sanidade, conforto e manejo”, alerta Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal.

Créditos: Divulgação

“O primeiro passo para se obter sucesso na criação da bezerra começa pelo fornecimento adequado de colostro de qualidade elevada nas primeiras horas de vida. A bezerra nasce sem imunidade e recebe os primeiros anticorpos por intermédio do colostro. Em seguida, inicia o desenvolvimento do seu sistema imune. Esse período é crucial, pois eventuais falhas nesse processo acarretarão enormes prejuízos, que não serão revertidos no futuro, infelizmente”, destaca o especialista da Auster.

Tabchoury lembra que as bezerras recém-nascidas passam a maioria do tempo deitadas (20 horas diárias, em média), a exemplo dos bebês humanos. Dessa forma, cuidados especiais com o conforto e as instalações são muito importantes, como uso de baias individuais, com palha na cama para manter a termorregulação da bezerra, iluminação, ventilação e, se possível, ambiente coberto e isolado dos animais mais velhos por até 30 dias. O uso de vasilhames individuais para fornecimento de água e alimento também contribui para evitar a transmissão de doenças.

“O manejo alimentar e nutricional é um ponto de extrema importância durante todo o período inicial da vida da bezerra, chamada de fase aleitamento que dura, em média, de 2,5 a 3 meses. Nesse período relativamente curto há três dietas distintas, partindo de líquida, indo para líquida-sólida e, por último, somente sólida. A dieta líquida exige densidade maior de proteína e energia. Por isso, o uso de sucedâneo lácteo é indicado para os programas de aleitamento. Entre suas vantagens estão a estabilidade nutricional (mesma composição) e a maior comodidade, por estar desvinculado do horário de ordenha, permitindo o seu uso a qualquer hora do dia”, detalha Wiliam Tabchoury.

O consumo de sucedâneo lácteo com nível de proteína entre 22% e 27%, com zero de fibras e formulado com matérias-primas de alta digestibilidade, como a linha NATTIMILK, da Auster, tem relação direta com a idade do primeiro parto e com a produção futura de leite. Estudos comprovam que bezerras como ganho de peso médio diário superior a 800 gramas irão produzir cerca de 1.500 litros de leite a mais, já na primeira lactação.

“É um alimento completo, devidamente formulado para promover o aumento do ganho de peso e a redução da incidência de doenças e, consequentemente, da mortalidade. Ele promove o aumento de ganho de massa magra do animal, responsável pelo maior desenvolvimento da caixa corporal, resultando num biotipo ‘mais atlético’, com ganhos na capacidade produtiva e na sanidade ao longo de toda a vida do animal”, explica.

Ainda é fundamental garantir que as bezerras tenham acesso constante à água potável, limpa e fresca, fundamental nesta fase e para a produção de leite em geral. “Não podemos esquecer de implementar programas eficazes de vacinação e vermifugação, com foco na prevenção das doenças mais graves. Afinal, o elevado status sanitário das bezerras tem impacto econômico importante e permitem aos animais alcançar todo o seu potencial zootécnico. Por fim, o carinho no cuidado e no manejo dos animais é muito importante. As bezerras se comportam como verdadeiras ‘bebês’, portanto, precisam de todo cuidado, atenção e uma dose extra de carinho. Com bezerras bem-criadas é dado o primeiro passo para se obter êxito na atividade leiteira: um investimento seguro, que trará retorno no bolso e bem-estar dos produtores de leite”, conclui Tabchoury.

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Diarreia em bezerras: O que fazer?

Em função deste desafio, a mortalidade de bezerras nesta fase de vida (nascimento à desmama) é bastante expressiva, chegando a 8,4% num levantamento feito em 1811 fazendas nos Estados Unidos, pela National Animal Health Monitoring System (NAHMS), em 1996. As principais causas (75%) desta mortalidade foram diarréia (curso) e problemas respiratórios, sendo que somente a diarréia foi responsável por 60% das mortes nesta fase.

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