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Controle da primeira geração da cigarrinha-da-raiz pode erradicar praga

Foto: Bayer

A cigarrinha-da-raiz (Mahanarva fimbriolata) figura como a segunda principal praga dos canaviais, só perde para a broca-da-cana. Presente em diversas regiões, a cigarrinha apresenta elevadas populações no Centro-Sul e em alguns Estados do Nordeste do País. Essa praga gera perdas consideráveis em áreas de cana crua, tanto na produtividade agrícola, como na redução de açúcar ao sugarem a seiva e injetarem toxinas, ocasionando desordem fisiológica. Essas injúrias provocam a morte de perfilhos, encurtamento, rachadura, brotações laterais e murchamento dos colmos, que provocam redução na quantidade e qualidade do açúcar recuperável e aumento no teor de fibras. Essas perdas podem provocar reduções de produtividade que variam de 25% a 60% na cana-soca, e chegam a 11% na cana planta.

Um dos grandes segredos para reduzir a população desse inseto é realizar o controle da primeira geração de cigarrinha, cujos ovos começam a eclodir no início de outubro devido às condições favoráveis de umidade de solo proporcionadas pelas chuvas da Primavera. “Um acumulado de 60 a 70 mm em um período de 15 dias já é suficiente para o aparecimento da primeira geração de cigarrinhas”, alertou Newton Macedo (doutor e mestre em Engenharia Agronômica pela Esalq/USP) durante a sua palestra.

Os benefícios do controle da primeira geração são incalculáveis — ressaltou Newton Macedo. Evita as perdas no canavial provocadas pela cigarrinha e reduz as aplicações de agroquímicos, que têm um custo mínimo de R$ 300,00 por hectare, nos meses subsequentes — exemplificou. Segundo ele, se todos os produtores adotassem o controle da primeira geração, a praga seria praticamente erradicada.

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“É preciso fazer o controle no timing ideal”, afirmou Newton Macedo durante a palestra promovida pela Cyan. Em locais com ninfas de cigarrinhas, com acumulado de 60 a 70 mm de chuvas em um período de 15 dias, há a indicação da necessidade de aplicação de inseticida, principalmente em solos com mais de 20% de argila e áreas com histórico de cigarrinhas — esclareceu. Segundo ele, nesses casos, entre 15 a 21 dias, já pode começar a aparecer espuma na base da cana, o que sinaliza o início do ataque de insetos.

Para definir rapidamente os locais que exigem ações prioritárias de controle, a Cyan Agroanalytics possui uma ferramenta denominada “Balanço Hídrico”, que mostra a evolução diária da água armazenada no solo de cada fazenda, até o dia de ontem, possibilitando identificar quais áreas já estão saturadas (ou saturaram primeiro), e portando aptas a eclosão dos ovos das cigarrinhas. Com essas informações, é possível priorizar e sequenciar a pulverização e o controle, evitando a segunda geração de cigarrinhas, que geralmente é 5x maior que a primeira — ressaltou Ricardo Raiji Imai, sócio da Cyan, que também participou do evento.

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