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quarta-feira, agosto 10, 2022
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Projeto inédito

Maior coleção funcional de microrganismos

Projeto – Crédito: Biotrop

A Biotrop, empresa de produtos biológicos e naturais, iniciou expedições aos biomas brasileiros para ampliar seu banco inédito de microrganismos funcionais. A ideia é construir a base do futuro dos bioinsumos, desenvolvendo novos produtos (o “next-next”)

O Brasil é o país com a maior biodiversidade do planeta e grande parte da capacidade da produção agropecuária brasileira está relacionada a essa riqueza natural formada por centenas de espécies de seres vivos.

Para contribuir ainda mais com a sustentabilidade e competitividade da agricultura, teve início o Projeto Nimbles (termo que significa ser ágil, ou ir direto ao ponto) – iniciativa da Biotrop, empresa de soluções em tecnologia biológica, que pretende construir a maior coleção funcional de microrganismos do mundo.

As novas descobertas serão utilizadas principalmente no desenvolvimento de soluções biológicas para o controle de doenças e pragas em lavouras e para a promoção de crescimento das plantas.

Da ficção para a realidade

O Projeto Nimbles se parece muito com uma aventura de ficção, onde pessoas entram na mata nativa em busca de algo inédito que possa ser a solução para algum problema, ou ainda servir como meio de transformação de uma realidade.

Apesar de parecer somente algo divertido e aventureiro, trata-se de um trabalho científico muito sério em busca de novos e incríveis microrganismos, através da coleta de fungos e bactérias dos solos dos biomas brasileiros, que serão estudados e selecionados para beneficiar a agropecuária nacional no futuro próximo.

O projeto está sendo desenvolvido a partir de expedições de uma equipe multidisciplinar de profissionais, com agrônomos, biólogos e microbiologistas. Segundo Juliana Marcolino Gomes, bióloga, geneticista e coordenadora de inovação e da área de Botânicos da Biotrop, que lidera os trabalhos, os microrganismos que servem de base para as formulações atuais já são estudados e caracterizados, portanto, as novas amostras serão o futuro dos bioinsumos.

A primeira expedição já aconteceu na Mata Atlântica, na região de São Luiz do Purunã, no Paraná, no final de outubro. Em fevereiro, também na Mata Atlântica, desta vez no Ecossistema Mangue, conforme explica Juliana. “Iniciamos no bioma Mata Atlântica porque é um dos mais biodiversos, mas vamos realizar etapas nos outros cinco biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa”, comenta.

Em cada expedição, que dura pelo menos uma semana, os profissionais coletam milhões de microrganismos. Estima-se que em apenas 1,0 grama de solo existam de 1,0 milhão a 1,0 bilhão de microrganismos.

Etapas

O trabalho da expedição é conduzido de maneira a ter baixíssimo impacto nos ambientes que estão sendo visitados. Já no laboratório da Biotrop, em sua sede de Curitiba (PR), os microrganismos são isolados e separados. Assim, é mantida a pureza de suas características.

Na próxima etapa, as amostras passam pela caracterização morfofisiológica e no final pela caracterização funcional, que inclui informações bioquímicas e genéticas. “O direcionamento que estamos dando ao Nimbles também é inédito porque fazemos o levantamento do microbioma de todas as áreas visitadas e temos um raio-x de tudo que está presente nas amostras. Com isso, conseguimos entender as funções mais proeminentes dessas áreas. Como finalidade científica tem muito valor”, destaca o microbiologista Douglas Gomes, gerente de Pesquisa e Inovação da Biotrop.

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